- Urban Legend é uma startup de tecnologia publicitária, de Alexandria, que usa influenciadores para promover ideias políticas, não produtos, mediante remuneração por conversão (ex.: assinatura de newsletter).
- Fundada em 2020 por Ory Rinat, ex-dinâmica de estratégia digital no governo Trump, a empresa mantém uma rede de cerca de 700 influenciadores, com público total na casa de dezenas de milhões.
- A plataforma Exchange permite que clientes definam as mensagens e o orçamento; os influenciadores escolhem as campanhas e adaptam o conteúdo aos seus seguidores.
- Em dois anos, já foram realizadas mais de quatrocentas campanhas, conectando leitores a clientes diversas organizações de advocacy; o pagamento coura per conversão, como, por exemplo, 1,25 dólar por assinante obtido.
- Questionamentos sobre divulgação de vínculos e a ocultação de identidades entre influenciadores e clientes geram debate sobre transparência e impactos na confiança do público.
Urban Legend, uma startup de ad tech de Alexandria, Virginia, financia influencers para disseminar ideias políticas. A clientes, organizações de defesa, e associações de interesse. O objetivo é ampliar alcance de mensagens sem uso direto de anúncios tradicionais.
A empresa mantém uma base de 700 influenciadores distribuídos por nichos como beleza, esportes, saúde, educação, entretenimento e política. Eles trabalham via Exchange, plataforma privada onde clientes definem o objetivo e o orçamento. Os pagamentos ocorrem por conversões.
O modelo permite que criadores com poucos a milhões de seguidores moldem mensagens de acordo com o tom de cada rede social. Em campanhas, o contrato prevê pagamento por ações como assinar newsletters ou assinar petições. Em dois anos, já foram executadas mais de 400 campanhas.
O fundador e CEO é Ory Rinat, ex-assessor de estratégia digital da Casa Branca. A ideia nasceu da evolução do marketing de influência e da busca por autenticidade, segundo ele. A empresa combina micro e nano influenciadores para alcançar diferentes públicos.
Especialistas discutem impactos e riscos. Observam dúvidas sobre conformidade com regras de transparência e sobre a visibilidade de quem financia as mensagens. A natureza privada dos relacionamentos entre influencers e clientes também é alvo de questionamentos.
Analistas afirmam que o setor pode evoluir antes das eleições de 2024. Há quem aponte para a possibilidade de ampliação de práticas semelhantes, com diversos players adotando formatos de influência patrocinada. Outros destacam preocupações éticas sobre manipulação.
Historicamente, o uso de influenciadores na política ganhou impulso com estratégias de mobilização e comunicação personalizada. Pesquisadores apontam que mensagens próximas ao estilo de conversas entre pares costumam ter maior efeito em determinados públicos.
Fonte: material publicado pela imprensa sobre a startup Urban Legend e depoimentos de profissionais de comunicação e tecnologia. A reportagem não divulga informações pessoais de influenciadores nem identifica clientes específicos.
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