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Lula toma posse e defende democracia para sempre

Lula assume o terceiro mandato, promete reconstruir o país e defender democracia para sempre, em discurso marcado pela crítica à gestão de Bolsonaro

Lula (sentado entre Arthur Lira e Rodrigo Pacheco) durante sessão solene do Congresso em que foi empossado, em 1º de janeiro
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  • Lula tomou posse como presidente da República, aos 77 anos, em 1º de janeiro de 2023, iniciando seu terceiro mandato.
  • Em discurso de aproximadamente trinta minutos no Congresso, ele disse ser necessário reconstruir o país e falou em “democracia para sempre”.
  • O presidente criticou a gestão de Jair Bolsonaro e apontou danos a políticas públicas, saúde e educação, prometendo restauração de direitos.
  • Entre as prioridades, tomou espaços para obras, soberania, fortalecimento da democracia, políticas sociais e valorização do salário mínimo.
  • Também informou planos para reorganizar o governo, fortalecer bancos públicos, promover infraestrutura, indústria, ciência e tecnologia, e tratar de metas ambientais.

O recém-empossado presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomou posse no fim de semana e fez sua primeira fala pública depois de assinar o termo de posse para o terceiro mandato. O discurso ocorreu no Congresso Nacional, marcado como a primeira parada de uma série de solenidades que seguem no Planalto e no Itamaraty.

Com duração de pouco mais de 30 minutos, Lula declarou ser necessária a reconstrução do país e afirmou que a democracia deve permanecer estável. O tom foi de esperança, com menções à memória de sua primeira posse em 2003 e ao desafio de superar a miséria e a fome.

Durante a fala, o petista criticou a gestão anterior, ressaltando a necessidade de fortalecer direitos, soberania e desenvolvimento. O presidente prometeu combater a desigualdade, defender a democracia e rejeitar any outro ciclo de autoritarismo.

Discurso no Congresso

Lula não citou nominalmente Jair Bolsonaro, mas fez críticas indiretas ao governo anterior. O petista afirmou que a visão de mundo atual favorece o individualismo e a desconstrução do Estado, destacando a importância de direitos garantidos pela constituição.

O presidente afirmou que a vitória representou a defesa da democracia contra movimentos autoritários e afirmou que quem cometeu erros deve responder por eles dentro do devido processo legal. Também mencionou a responsabilização de ações associadas à pandemia.

Temas centrais do governo

Ao longo do discurso, Lula retomou promessas de campanha, incluindo reformulações de políticas sociais, economia e infraestrutura. Entre os pontos destacados estavam o fortalecimento do salário mínimo, a revitalização de grandes programas habitacionais e o impulso a obras paralisadas.

Também mencionou o papel dos bancos públicos e estatais, a promoção de inovação, e a defesa de uma transição energética com foco ambiental. Em relação à educação, saúde e cultura, enfatizou políticas de acesso, valorização da cidadania e direitos das minorias.

O presidente tratou ainda de pautas internacionais, ressaltando soberania regional, integração sul-americana e cooperação com parceiros globais. A comunicação pública foi citada como instrumento para combater disseminação de informações falsas e ampliar o acesso a dados confiáveis.

Contornos institucionais

Lula indicou ajustes no funcionamento do Executivo para ampliar a eficiência administrativa e resgatar o papel das instituições. Entre metas citadas estão a reorganização de estruturas, o planejamento de investimentos e o apoio a setores produtivos.

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