- A série Desconstruindo a Desinformação, do Jornal da USP, começa na sexta-feira, 14, para debater os efeitos das mídias digitais na vida cotidiana.
- Serão oito reportagens especiais publicadas quinzenalmente entre 14 de julho e 20 de outubro, abordando regulamentação das redes, desinformação científica e política, o papel das universidades, da imprensa e da inteligência artificial.
- O material destaca que as redes ampliaram o poder de desinformação e que o Brasil passou a ser visto como laboratório desde 2014, com eleições marcadas pela disseminação de falsas informações.
- Estima-se que, em 2023, 4,9 bilhões de pessoas usam redes sociais; o número deve chegar a 5,85 bilhões até 2027; no Brasil, 76% da população foi exposta a informações possivelmente falsas sobre política.
- Cada reportagem terá um desenho original da ilustradora Paula Villar, criado especialmente para o projeto, com o objetivo de debater caminhos para frear a desinformação e fortalecer as redes como instrumento de desenvolvimento.
A série Desconstruindo a Desinformação, do Jornal da USP, chega para debater os efeitos das mídias digitais na vida cotidiana. O objetivo é analisar como informações falsas se espalham e influenciam opiniões, políticas e comportamentos, desde o debate público até decisões individuais.
Segundo o trabalho inaugural, as plataformas digitais ampliaram o poder de disseminação de conteúdos enganosos, transformando a desinformação em um problema de alcance global. O estudo aponta que o que era um conjunto de notícias distorcidas evoluiu para um volume de conteúdos multimídia com alto potencial de dano.
O relatório Pulso da Desinformação, do Instituto Igarapé, sustenta que o Brasil virou laboratório desse fenômeno desde 2014, com eleições cada vez mais marcadas pela disseminação de mentiras. O instituto ressalta o papel das redes na ampliação desse cenário.
Detalhes da série
A série envolve oito reportagens especiais, publicadas a cada duas semanas entre 14 de julho e 20 de outubro. Os temas abrangem regulamentação das mídias digitais, desinformação científica, política e o papel das universidades e da imprensa. A inteligência artificial também entra na pauta.
A reportagem Navegar é preciso. Regular (as redes) também, de Denis Pacheco, traz estimativas: em 2023, 4,9 bilhões de pessoas usavam redes sociais; a previsão é chegar a 5,85 bilhões até 2027. No Brasil, 76% disseram ter visto informações potencialmente falsas sobre política.
O material analisa ainda a relação entre plataformas como Facebook, X e TikTok, e a governança de dados, além dos impactos em economias emergentes. Observa-se um eixo de debate sobre regulamentação moderada e a necessidade de equilíbrio entre liberdade e responsabilidade.
O editor Luiz Roberto Serrano, veterano da imprensa, relembra a transição de pautas presentes na política para o atual ambiente digital, destacando como o debate ganhou alcance desproporcional. Ele aponta impactos na credibilidade dos veículos tradicionais frente às redes.
O projeto envolve desenhos originais da ilustradora Paula Villar, criados especialmente para acompanhar as oito reportagens. A intenção é esclarecer como as plataformas mudaram o cenário informativo sem perder o foco na busca por soluções.
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