- Defesa de Jair Bolsonaro informou que apresentará queixa-crime contra Walter Delgatti Netto por calúnia, após depoimento do hacker na CPMI do 8 de Janeiro.
- Advogados afirmaram que Delgatti apresentou informações falsas, sem qualquer prova, configurando calúnia.
- O hacker disse ter recebido “carta branca” de Bolsonaro para atuar em relação às urnas eletrônicas, com promessa de indulto em caso de investigação ou condenação.
- Segundo Delgatti, houve encontro no Palácio da Alvorada em que Bolsonaro pediu que o Ministério da Defesa investigasse a suposta vulnerabilidade das urnas.
- A defesa afirmou que, após esse encontro, Bolsonaro não teve mais contato direto ou indireto com Delgatti.
A defesa de Jair Bolsonaro decidiu ingressar com uma queixa-crime contra o hacker Walter Delgatti Netto por calúnia. A ação foi anunciada após o depoimento do investigado da Vaza Jato na CPMI do 8 de Janeiro, realizado na quinta-feira, 17 de agosto de 2023.
Segundo os advogados do ex-presidente, Delgatti apresentou informações falsas e sem provas durante o depoimento. A defesa afirma que o conteúdo envolve crime de calúnia e já prepara os documentos para o registro judicial.
No decorrer da CPMI, Delgatti relatou encontros com Bolsonaro no Palácio do Planalto. A defesa sustenta que houve orientação para que o Ministério da Defesa apurasse suposta vulnerabilidade do sistema eleitoral, seguindo procedimentos formais.
Alegam ainda que, após o encontro, Bolsonaro não manteve contato com o hacker, nem participou de novas situações envolvendo Delgatti. A nota da defesa enfatiza que todos os procedimentos ocorreram sem favorecimentos ou desvios.
Delgatti disse ter recebido carta branca para discutir urnas e afirmou ter ido ao Ministério da Defesa várias vezes, sob ordens do ex-presidente. Ele também mencionou expectativas de indulto em troca de ações relacionadas às urnas.
A narrativa do hacker envolve propostas de indulto em caso de investigações ou condenações, bem como tentativas de articular envolve com técnicos esclarecedores do tema. O depoimento também citou contatos com outras figuras do PL, incluindo dirigentes do partido.
A defesa de Bolsonaro também citou encontros com figuras do PL, como a deputada Carla Zambelli, o presidente do PL Valdemar Costa Neto e o marqueteiro Duda Lima, para sustentar a linha de que não houve contato direto ou indireto recente com Delgatti.
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