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Militares ganham força no governo Bolsonaro e revelam tendências autoritárias

Bolsonaro buscou apoio militar para um golpe após a derrota nas eleições de 2022, revelam novas informações do podcast "Autoritários".

O ex-presidente Jair Bolsonaro discursa em ato com apoiadores na avenida Paulista (Foto: Danilo Verpa - 25.fev.24/Folhapress)
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  • O podcast “Autoritários” revela que Jair Bolsonaro buscou apoio das Forças Armadas para um golpe após sua derrota nas eleições de 2022.
  • Ele realizou reuniões com comandantes militares e discutiu minutas para a decretação de estado de sítio.
  • Durante o último debate presidencial, Bolsonaro usou um broche da Medalha do Pacificador, simbolizando sua relação com os militares.
  • Após a eleição, ele ficou em silêncio por 45 horas, mas estava ativo nos bastidores, recebendo propostas de golpe.
  • A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) investiga sua suposta participação em tentativas de golpe e indiciou Bolsonaro como autor intelectual dos ataques de oito de janeiro de 2023.

Na análise do podcast “Autoritários”, revelações sobre Jair Bolsonaro indicam que, após sua derrota nas eleições de 2022, ele buscou apoio das Forças Armadas para um possível golpe. O ex-presidente teria realizado reuniões com comandantes militares e discutido minutas para a decretação de estado de sítio.

Durante o último debate presidencial em 28 de outubro de 2022, Bolsonaro usou um broche da Medalha do Pacificador, simbolizando sua relação com os militares. Essa medalha, concedida pelo Exército, é uma honraria rara, dada a militares que demonstraram bravura. Segundo o repórter da Folha, Cezar Feitoza, a condecoração foi um ato de comemoração do Exército pela vitória de Bolsonaro em 2018.

O podcast destaca que, após a eleição, Bolsonaro ficou em silêncio por 45 horas antes de se manifestar, mas estava ativo nos bastidores. Em novembro de 2022, ele recebeu uma minuta de golpe que previa a prisão de ministros do STF e a convocação de novas eleições. Essa minuta foi discutida em reuniões com os chefes das Forças Armadas, que, segundo depoimentos, rejeitaram as propostas golpistas.

A relação entre Bolsonaro e os militares foi marcada por uma crescente aproximação, com a presença de militares em seu governo e a participação ativa do Exército em questões políticas. Especialistas afirmam que essa dinâmica representa um risco para a democracia brasileira, uma vez que os militares têm um histórico de intervenções em crises políticas.

O ex-presidente é investigado por sua suposta participação em tentativas de golpe e por ações que minaram a confiança nas instituições democráticas. A CPMI que investiga os eventos de 8 de janeiro de 2023 indiciou Bolsonaro como autor intelectual dos ataques, destacando sua responsabilidade na desestabilização do Estado democrático de direito.

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