- A urna eletrônica completa 30 anos em 2026; funciona fora da internet, é auditável e passa por verificações antes e durante o pleito.
- O uso começou em eleições municipais em 1996 e, desde 2000, acontece em todas as votações.
- Realiza-se o Teste Público de Segurança anualmente, com especialistas avaliando o sistema e a parte física; nenhuma vulnerabilidade capaz de alterar o resultado foi encontrada.
- O código-fonte fica aberto por um ano para fiscalização; após auditorias, são gerados hashes e as cópias primárias ficam em mídia não regravável guardada em sala-cofre; cada TRE lacra as urnas.
- Há votação paralela com cerca de duas mil cédulas de papel; os votos são digitados nas urnas para conferência, boletins impressos com QR são disponibilizados e transmitidos por rede segura.
A urna eletrônica completa 30 anos em 2026. A votação é realizada sem conexão com a internet e com componentes auditáveis. O equipamento é utilizado desde 2000, com etapas de verificação antes e durante o pleito.
A história começa no Código Eleitoral de 1932, que já previa uma máquina de votar para o futuro. Em 1995 houve um plebiscito com o CEV, e, em 1996, os TREs passaram a receber as urnas desenvolvidas. A implementação ocorreu ao longo de 1996.
O TSE realiza testes públicos de segurança antes de cada eleição, com profissionais da área de tecnologia avaliando o sistema e a parte física da urna. O objetivo é identificar vulnerabilidades e propor soluções.
Teste público de segurança
Esses testes envolvem ataques simulados para aferir integridade, sigilo e funcionamento. Em sete edições, nenhuma fragilidade foi capaz de alterar o resultado de uma eleição, segundo o TSE.
A demonstração pública ocorre na sede da corte, com participação de especialistas, operadores e fiscalização. Os esforços visam assegurar que o sistema resista a tentativas de fraude.
Cerimônia de lacração e código-fonte
O código-fonte fica aberto por um ano para fiscalização de entidades como a OAB, a Polícia Federal, o Ministério Público e partidos. Ao fim das auditorias, recebe um hash de integridade.
Cada Tribunal Regional Eleitoral realiza uma cerimônia de lacração, instalando os programas nas urnas com assinatura do juiz. A partir desse momento, as máquinas não são alteradas até o pleito.
Votação paralela
No dia da eleição, cerca de 2.000 cédulas de papel são preenchidas por representantes partidários e digitadas em urnas eletrônicas em procedimento filmado. Os votos de papel são confrontados com a apuração eletrônica.
Ao fim da votação, o boletim de urna é impresso em cinco vias, assinado e divulgado na seção. Os votos são transmitidos em rede segura ao TSE para validação final.
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