- Cinco maiores partidos elegeram 3.615 prefeitos, equivalentes a 65% dos municípios, o maior percentual em vinte anos.
- É a 1ª vez desde 1996 que há aumento da concentração de prefeitos nesses cinco partidos.
- O total inclui 41 candidaturas que ainda estão sub judice, sujeitas a cassação.
- Reformas de 2017, como a cláusula de desempenho e a proibição de coligações proporcionais, ajudaram a reduzir a fragmentação partidária.
- Especialistas destacam que menos legendas podem aumentar a governabilidade e a estabilidade do sistema político, com previsão de mais concentração e chances de reeleição.
Os cinco maiores partidos elegeram juntos 3.615 prefeitos em 2024, correspondendo a 65% dos municípios. O dado indica o maior nível de concentração de representação municipal em duas décadas, ampliando a tendência de redução da fragmentação política.
A contabilização inclui vencedores já anunciados e 41 candidaturas ainda sub judice, sujeitas a cassação. O levantamento aponta que, pela primeira vez desde 1996, os cinco maiores legendários concentram a maioria das prefeituras.
A queda na fragmentação é associada à reforma política de 2017, especialmente à cláusula de desempenho e às coligações proporcionais. As regras reduziram o espaço para siglas com pouca votação e impediram alianças em eleições proporcionais.
Especialistas apontam que fusões e incorporações partidárias aceleraram a consolidação do cenário, com impactos observados tanto no Legislativo quanto nos municípios. A concentração tende a favorecer a governabilidade.
Para o cientista político Carlos Pereira, da FGV, o eixo entre poucos partidos tende a favorecer negociações mais diretas entre Executivo e legendas, reduzindo a necessidade de acordo com um grande número de siglas.
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