Integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) consideram que a possibilidade de o ministro Alexandre de Moraes autorizar a presença de Jair Bolsonaro na posse de Donald Trump é bastante remota. Três magistrados consultados apontam que a intenção de Bolsonaro e seus apoiadores seria utilizar o evento para promover uma narrativa de perseguição política no cenário […]
Integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) consideram que a possibilidade de o ministro Alexandre de Moraes autorizar a presença de Jair Bolsonaro na posse de Donald Trump é bastante remota. Três magistrados consultados apontam que a intenção de Bolsonaro e seus apoiadores seria utilizar o evento para promover uma narrativa de perseguição política no cenário internacional, desconsiderando as evidências apresentadas pela Polícia Federal sobre suas tentativas de golpe.
Outro fator que complica a discussão sobre a presença de Bolsonaro é a recente mudança na política de checagem da Meta, empresa controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp. Essa alteração, que facilita a propagação de fake news, foi criticada pelo CEO da Meta, Mark Zuckerberg, que fez comentários sobre “decisões secretas” de tribunais latino-americanos, em uma possível alusão ao STF. O governo e o Judiciário interpretaram essa fala como uma provocação.
Após a repercussão, a Meta suavizou sua posição, afirmando que o encerramento do Programa de Verificação de Fatos se aplicará apenas nos Estados Unidos, reafirmando seu compromisso com a transparência e os direitos humanos. No entanto, essa mudança não aliviou as preocupações no Brasil, onde a fala de Zuckerberg foi vista como uma crítica ao sistema judiciário nacional.
Aliados de Bolsonaro demonstram pessimismo quanto à possibilidade de o ex-presidente recuperar seu passaporte e obter autorização de Moraes para participar da posse. Eles ressaltam que não surgiram novos elementos que justifiquem uma mudança na decisão do ministro, que já negou pedidos anteriores do ex-presidente para encontros com autoridades estrangeiras fora do Brasil.
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