O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma manifestação sobre a possível ida do ex-presidente Jair Bolsonaro ao evento de posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, marcado para 20 de janeiro. O passaporte de Bolsonaro foi apreendido pela Polícia Federal em fevereiro de […]
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma manifestação sobre a possível ida do ex-presidente Jair Bolsonaro ao evento de posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, marcado para 20 de janeiro. O passaporte de Bolsonaro foi apreendido pela Polícia Federal em fevereiro de 2024, em uma operação que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente pediu a liberação de seu passaporte, alegando que a viagem, programada entre 17 e 22 de janeiro, é de importância histórica e diplomática.
A defesa de Bolsonaro apresentou um e-mail como convite oficial para a posse, mas Moraes destacou que o pedido não estava devidamente instruído, pois o e-mail foi enviado de um endereço não identificado e não continha informações sobre o evento. Em resposta, os advogados do ex-presidente afirmaram que o convite é legítimo e que o e-mail faz parte da organização oficial da posse. O ministro aguarda agora o parecer da PGR para decidir sobre a liberação do passaporte.
O evento, que inclui o Baile da Posse Hispânico, contará com a presença de diversas lideranças, como o presidente argentino Javier Milei. O ingresso para o baile custa 250 dólares. Bolsonaro, em declarações, afirmou que não cometeu crime e que sua presença na posse seria um reconhecimento de sua liderança na América Latina. O deputado Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, também comentou que o convite representa um recado ao governo Lula.
A cerimônia de posse de Trump será marcada por uma abordagem diplomática diferente, com convites pessoais a líderes, incluindo rivais geopolíticos. Essa estratégia visa reforçar a posição de Trump no cenário internacional. A embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, representará o governo Lula no evento, uma vez que o presidente brasileiro não foi convidado. A decisão de Moraes sobre o pedido de Bolsonaro pode impactar as relações entre o ex-presidente e a atual administração brasileira.
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