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Resgate em mina ilegal na África do Sul salva 82 vidas e recupera 36 corpos

- O governo da África do Sul iniciou uma operação de resgate na mina de Stilfontein, onde 36 corpos foram recuperados e até 500 mineiros podem estar presos. - A repressão policial ao comércio ilegal de minérios levou ao corte de suprimentos essenciais, resultando em mortes por fome e desidratação. - Grupos comunitários, como as Comunidades Afetadas pela Mineração Unidas em Ação (MACUA), criticaram a ação policial, considerando-a uma abordagem "vingativa". - Um tribunal ordenou a suspensão do corte de suprimentos e a permissão de acesso às equipes de resgate, mas a polícia não cumpriu imediatamente. - A mineração ilegal na África do Sul gera perdas anuais superiores a um bilhão de dólares e está ligada a conflitos territoriais violentos.

O governo da África do Sul iniciou uma operação de resgate em uma mina de ouro abandonada na província noroeste, onde dezenas de homens morreram. A ação ocorre após as autoridades locais cortarem suprimentos essenciais para combater o comércio ilegal de minérios. Segundo a Comunidades Afetadas pela Mineração Unidas em Ação (MACUA), 36 corpos foram […]

O governo da África do Sul iniciou uma operação de resgate em uma mina de ouro abandonada na província noroeste, onde dezenas de homens morreram. A ação ocorre após as autoridades locais cortarem suprimentos essenciais para combater o comércio ilegal de minérios. Segundo a Comunidades Afetadas pela Mineração Unidas em Ação (MACUA), 36 corpos foram recuperados e 82 sobreviventes resgatados na mina de Stilfontein.

Meshack Mbangula, líder da MACUA, afirmou que os homens podem ter morrido de fome e desidratação, com estimativas indicando que até 500 pessoas estavam presas no subsolo. As condições na mina são precárias, com vídeos mostrando corpos embrulhados em plástico e homens visivelmente desnutridos. Um dos mineiros implorou por ajuda, enquanto outro questionou: “Quantos dias teremos de viver numa situação como esta?”

A polícia interrompeu o fornecimento de alimentos e água em uma tentativa de forçar os mineiros a deixarem a mina, o que gerou críticas de grupos comunitários e da Federação de Sindicatos da África do Sul (SAFTU). A porta-voz da polícia, Athlenda Mathe, justificou a ação como uma forma de combater a mineração ilegal, afirmando que os mineiros seriam presos ao saírem. Um tribunal ordenou que a polícia suspendesse essa prática e permitisse o acesso das equipes de resgate.

Diante da pressão pública e do aumento das fatalidades, o Departamento de Recursos Minerais e Energia anunciou planos para a operação de resgate, afirmando que a decisão foi tomada de forma independente. A África do Sul abriga cerca de 100 mil mineiros artesanais, conhecidos como “zama zamas”, e perde anualmente mais de um bilhão de dólares devido à mineração ilegal, que está ligada a conflitos territoriais violentos.

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