A polícia da Coreia do Sul prendeu o presidente Yoon Suk-Yeol nesta terça-feira, 14 de dezembro, após uma tentativa de aplicar lei marcial em dezembro do ano passado. A operação envolveu mais de três mil policiais e durou horas, com agentes negociando com a equipe de segurança do presidente. Investigadores precisaram usar escadas para acessar […]
A polícia da Coreia do Sul prendeu o presidente Yoon Suk-Yeol nesta terça-feira, 14 de dezembro, após uma tentativa de aplicar lei marcial em dezembro do ano passado. A operação envolveu mais de três mil policiais e durou horas, com agentes negociando com a equipe de segurança do presidente. Investigadores precisaram usar escadas para acessar a residência presidencial, onde membros da segurança de Yoon tentaram criar barricadas com veículos.
Durante a ação, houve confrontos entre a polícia e advogados, além de membros do partido de Yoon, que tentaram impedir a entrada das autoridades. O vice-diretor da Agência de Segurança Nacional, Kim Seong-hoon, também foi preso por não colaborar com as investigações. Yoon está sendo investigado por insurreição devido à sua tentativa de impor a lei marcial, o que resultou no primeiro mandado de prisão para um presidente em exercício no país.
A Assembleia Nacional suspendeu Yoon da presidência em 14 de dezembro, e ele enfrenta um julgamento de impeachment que deveria começar hoje, mas foi adiado devido à ausência do presidente, que não compareceu ao tribunal por “preocupações com a segurança”. O processo pode se estender até junho e pode levar à perda definitiva de seus poderes ou à sua reintegração.
Apesar da suspensão, Yoon recebeu um aumento salarial, passando a ganhar 262 milhões de won (cerca de R$ 1 milhão por ano). A informação foi divulgada pelo Ministério de Gestão de Pessoal e Inovação e destaca a controvérsia em torno da situação do presidente, que continua a gerar protestos de apoiadores e opositores em frente à sua residência.
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