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Braga Netto solicita ao STF a devolução de eletrônicos apreendidos na investigação do golpe

- A defesa de Walter Braga Netto pediu ao STF a devolução de eletrônicos apreendidos. - Aparelhos foram confiscados na Operação Tempus Veritatis, em fevereiro de 2024. - Conteúdo dos dispositivos já foi analisado e usado nas investigações. - Braga Netto está preso preventivamente desde dezembro, sob suspeita de golpe. - Polícia Federal teme que sua liberdade represente risco à ordem pública.

A defesa do general Walter Braga Netto solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF), na noite de quarta-feira (15), a devolução de aparelhos eletrônicos apreendidos pela Polícia Federal (PF) durante a investigação sobre a tentativa de golpe de Estado. Os itens, que incluem celular, pendrives e computador, foram confiscados em quatro endereços associados a Braga Netto […]

A defesa do general Walter Braga Netto solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF), na noite de quarta-feira (15), a devolução de aparelhos eletrônicos apreendidos pela Polícia Federal (PF) durante a investigação sobre a tentativa de golpe de Estado. Os itens, que incluem celular, pendrives e computador, foram confiscados em quatro endereços associados a Braga Netto na Operação Tempus Veritatis, iniciada em 8 de fevereiro de 2024.

Os advogados do general argumentam que o conteúdo dos dispositivos já foi extraído e utilizado na elaboração do relatório final das investigações, que resultou no indiciamento do militar. A defesa afirma que “a manutenção dos aparelhos e mídias apreendidos não mais interessa ao processo, permitindo sua restituição”. As perícias iniciais indicaram o envolvimento de Braga Netto em articulações políticas para a tentativa de golpe, incluindo a elaboração de documentos.

Braga Netto, ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL), está preso preventivamente desde 14 de dezembro de 2023. Ele é suspeito de tentar acessar informações da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. A PF argumentou que a liberdade do general poderia representar um risco à ordem pública, uma vez que ele teria condições de realizar novos atos que poderiam interferir nas investigações em andamento.

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