O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou os governadores da oposição que se manifestaram contra os vetos ao projeto de renegociação da dívida dos estados com a União, afirmando que eles são “ingratos”. Durante um evento no Palácio do Planalto, Lula destacou que os cinco governadores que mais devem ao governo federal deveriam agradecer […]
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou os governadores da oposição que se manifestaram contra os vetos ao projeto de renegociação da dívida dos estados com a União, afirmando que eles são “ingratos”. Durante um evento no Palácio do Planalto, Lula destacou que os cinco governadores que mais devem ao governo federal deveriam agradecer pela sanção do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que facilita o pagamento das dívidas, prevendo descontos nos juros e parcelamento em até 30 anos. O governo estima uma perda de até R$ 106 bilhões em cinco anos com a renegociação.
Os governadores de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro criticaram os vetos, chamando-os de “duro golpe”. O governador de Minas, Romeu Zema, afirmou que o governo federal quer que os estados “paguem a conta de sua gastança”, enquanto o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, expressou preocupação com os impactos negativos dos vetos. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, rebateu as críticas, alegando que Zema não mencionou que sua proposta de renegociação era inferior à aprovada e sancionada.
O projeto sancionado pelo presidente Lula, que foi aprovado com 13 vetos, visa renegociar mais de R$ 760 bilhões em dívidas estaduais. Os estados de Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul concentram 90% dessa dívida. A nova lei permite que os estados paguem parte da dívida transferindo bens e ativos, além de zerar os juros, corrigindo os valores apenas pelo IPCA. A renegociação está aberta até 31 de dezembro.
Lula defendeu a sanção do projeto, afirmando que é uma oportunidade excepcional para os estados equacionarem suas dívidas. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, também apoiou a medida, ressaltando que o governo federal abre mão de juros e aceita ativos como pagamento. Apesar das críticas, Pacheco pediu que os governadores reconhecessem os benefícios do programa.
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