O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) expressou descontentamento após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negar seu pedido de devolução do passaporte. “Não estou indo para uma festa de batizado, da filha ou da neta de ninguém. É um evento de posse da maior democracia do mundo”, afirmou Bolsonaro, que desejava viajar […]
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) expressou descontentamento após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negar seu pedido de devolução do passaporte. “Não estou indo para uma festa de batizado, da filha ou da neta de ninguém. É um evento de posse da maior democracia do mundo”, afirmou Bolsonaro, que desejava viajar aos Estados Unidos para a posse de Donald Trump, marcada para o dia 20 de janeiro. A decisão de Moraes, que se baseou na recomendação da Procuradoria-Geral da República (PGR), foi motivada pela apreensão do passaporte do ex-presidente em fevereiro de 2024, em decorrência da Operação Tempus Veritatis, que investiga uma tentativa de golpe de Estado.
A defesa de Bolsonaro recorreu da decisão, argumentando que ele foi formalmente convidado para a cerimônia e que não há risco de fuga. No entanto, Moraes reiterou que as condições que levaram à apreensão do passaporte permanecem válidas. “Não há interesse público na viagem de Bolsonaro aos EUA”, destacou o ministro, que também solicitou uma manifestação da PGR em até cinco dias. A negativa foi amplamente repercutida por veículos de comunicação internacionais, que destacaram a situação do ex-presidente em meio a investigações criminais.
Aliados de Bolsonaro enxergam a negativa como uma oportunidade para reforçar a narrativa de perseguição política. “Agora, o ex-presidente pode usar a decisão para reforçar seu discurso de perseguido político”, afirmaram alguns de seus conselheiros. A situação também gera alívio entre seus apoiadores, que temiam que Bolsonaro pudesse fazer declarações polêmicas durante a viagem, o que poderia resultar em consequências legais.
Enquanto isso, Bolsonaro se prepara para acompanhar a posse de Trump pela televisão, com sua esposa, Michelle Bolsonaro, representando-o no evento. O ex-presidente criticou a decisão do STF, chamando-a de “grave decepção” e reiterando sua posição de que está sendo alvo de uma perseguição judicial. Ele também mencionou que a construção de um muro na região da “cracolândia” em São Paulo é uma demonstração da ineficácia do poder local, refletindo sua visão crítica sobre a atual administração.
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