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Tarcísio troca coordenador de grupo sobre Polícia Civil após críticas de delegados

- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, trocou coordenador da Polícia Civil. - Paulo Maurício Maculevicius Ferreira foi substituído por Fraide Sale, coronel do Exército. - A mudança ocorreu após críticas de delegados sobre a falta de experiência de Maculevicius. - A nova coordenação busca modernizar a Lei Orgânica da Polícia Civil, de 1979. - Delegados reivindicam melhores condições de trabalho e salários, com altos níveis de estresse.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), decidiu trocar o coordenador do grupo de trabalho responsável pela regulamentação da Lei Orgânica da Polícia Civil. A mudança ocorre após críticas de delegados paulistas à nomeação de Paulo Maurício Maculevicius Ferreira, que era próximo ao secretário Guilherme Derrite e não tinha experiência na Polícia Civil. […]

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), decidiu trocar o coordenador do grupo de trabalho responsável pela regulamentação da Lei Orgânica da Polícia Civil. A mudança ocorre após críticas de delegados paulistas à nomeação de Paulo Maurício Maculevicius Ferreira, que era próximo ao secretário Guilherme Derrite e não tinha experiência na Polícia Civil. O novo coordenador será Fraide Sale, que é engenheiro e coronel da reserva do Exército, mas o sindicato da categoria, Sindpesp, expressou preocupação com a falta de experiência específica de Sale na área.

A nomeação de Maculevicius, publicada em 8 de janeiro, gerou descontentamento entre os delegados, que protocolaram um ofício solicitando sua substituição. O Sindpesp argumentou que a coordenação deveria ser assumida por alguém com conhecimento da Polícia Civil. A entidade também destacou que a nova liderança de Sale, embora não seja policial civil, possui experiência em elaboração de normas e políticas públicas, além de ter demonstrado abertura ao diálogo com a classe.

Os delegados enfrentam diversos problemas, como defasagem salarial, sobrecarga de trabalho e falta de regulamentação de horas extras. Uma pesquisa com mais de 700 delegados revelou altos níveis de estresse e preocupações com a saúde mental, incluindo casos de suicídio. A presidente do Sindpesp, Jacqueline Valadares, mencionou que as demandas já foram apresentadas ao novo coordenador e que a nova Lei Orgânica deve modernizar a legislação, que está em vigor desde 1979.

A atualização da Lei Orgânica é considerada urgente, especialmente após a sanção de uma nova legislação federal em novembro de 2023, que unifica regras sobre direitos e deveres da classe policial. Valadares enfatizou que a mudança é necessária, pois a antiga norma precisa ser modernizada para atender às demandas atuais da Polícia Civil paulista.

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