Scott Bessent, indicado por Donald Trump para o cargo de secretário do Tesouro, possui centenas de milhões de dólares em ativos e propriedades que vão de Dakota do Norte às Bahamas. A administração de Trump, que busca atender a eleitores da classe trabalhadora, é composta por um dos grupos mais ricos da história, com quase […]
Scott Bessent, indicado por Donald Trump para o cargo de secretário do Tesouro, possui centenas de milhões de dólares em ativos e propriedades que vão de Dakota do Norte às Bahamas. A administração de Trump, que busca atender a eleitores da classe trabalhadora, é composta por um dos grupos mais ricos da história, com quase uma dúzia de membros valendo pelo menos R$ 1 bilhão. Esses oficiais estão em processo de divulgar suas riquezas e desenvolver planos com agentes de ética do governo para evitar conflitos de interesse.
As audiências de confirmação enfrentam atrasos devido à burocracia, como no caso de Doug Burgum, ex-governador de Dakota do Norte, cuja audiência foi remarcada. O senador Martin Heinrich expressou descontentamento com a pressa em aprovar Chris Wright, indicado para o Departamento de Energia, sem tempo adequado para revisão. Wright afirmou que tomará medidas para evitar conflitos de interesse, mas a falta de experiência governamental de muitos indicados gera preocupações entre legisladores e grupos de ética.
Elon Musk, um dos aliados mais ricos de Trump, liderará o novo Departamento de Eficiência Governamental, levantando questões sobre possíveis conflitos de interesse devido aos contratos da Tesla e SpaceX com o governo. A falta de clareza sobre como o departamento funcionará e quem estará envolvido foi criticada por especialistas em ética, que destacam a necessidade de transparência e responsabilidade.
Bessent se comprometeu a se desfazer de seus investimentos, incluindo sua participação na Key Square, em até 90 dias. Outros bilionários, como Howard Lutnick e Linda McMahon, também foram escolhidos para cargos importantes. Enquanto isso, a Trump Organization anunciou medidas para separar os negócios de Trump de sua presidência, embora haja dúvidas sobre a eficácia dessas ações em evitar conflitos de interesse.
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