O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou, em entrevista ao programa Os Três Poderes, que o Brasil enfrenta uma “ditadura”, onde a saída de um “ditador” do Executivo é substituída por ações do Judiciário. Ele afirmou que não deseja formar uma bancada de senadores em 2026 para cassar ministros do STF, mas para garantir que cada […]
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou, em entrevista ao programa Os Três Poderes, que o Brasil enfrenta uma “ditadura”, onde a saída de um “ditador” do Executivo é substituída por ações do Judiciário. Ele afirmou que não deseja formar uma bancada de senadores em 2026 para cassar ministros do STF, mas para garantir que cada poder respeite suas funções. Bolsonaro criticou o ministro Alexandre de Moraes, relator de inquéritos contra ele, e enfatizou a necessidade de justiça no país.
Em uma live, Bolsonaro expressou que, se continuar inelegível, não acreditará mais na democracia. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o declarou inelegível por oito anos devido a abusos de poder durante sua presidência. Ele se posicionou como o único candidato viável para 2026, rejeitando a ideia de indicar um aliado, e questionou a legitimidade das suas condenações, considerando-as uma “renúncia à democracia”.
O ex-presidente admitiu ter considerado formas de contestar as eleições de 2022, mas sempre dentro da Constituição. Ele reiterou que questionou as urnas eletrônicas desde 2012 e defendeu seu direito de fazê-lo em um ambiente democrático. Bolsonaro também se defendeu das acusações de ser o mentor de uma tentativa de golpe de Estado, afirmando que suas ações estavam dentro da liberdade de expressão.
Bolsonaro se declarou vítima de uma perseguição judicial e afirmou que lutará até o fim por sua candidatura em 2026. Ele alertou que, se mantida sua inelegibilidade, a democracia no Brasil estaria comprometida. O ex-presidente, indiciado por tentativa de golpe e outros crimes, pode enfrentar uma longa inelegibilidade, que se estenderá até 2061, caso seja condenado. Ele ainda evita indicar um candidato para as próximas eleições, apostando na reversão de sua situação no Congresso.
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