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Militares da reserva lançam manifesto em defesa de Braga Netto sem assinaturas

- Um manifesto em defesa de Walter Braga Netto foi elaborado, mas sem assinaturas. - A defesa critica a delação do tenente-coronel Mauro Cid, alegando falta de provas. - Braga Netto e Bolsonaro contrataram advogados renomados para suas defesas. - A prisão de Braga Netto foi decretada por Alexandre de Moraes, do STF, em dezembro. - O manifesto questiona a legalidade da prisão, alegando narrativas e suposições.

Um grupo de militares da reserva e apoiadores de Walter Braga Netto lançou um manifesto em defesa do general após sua prisão. O documento, que chegou à família de Braga Netto, destaca-se por não conter assinaturas dos organizadores, apenas uma referência genérica à “Sociedade Brasileira”. Fontes próximas ao general indicam que os responsáveis temeram retaliações […]

Um grupo de militares da reserva e apoiadores de Walter Braga Netto lançou um manifesto em defesa do general após sua prisão. O documento, que chegou à família de Braga Netto, destaca-se por não conter assinaturas dos organizadores, apenas uma referência genérica à “Sociedade Brasileira”. Fontes próximas ao general indicam que os responsáveis temeram retaliações ao assinar o texto, que questiona as provas apresentadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) que fundamentaram a prisão. O manifesto alega que Braga Netto teve amplo direito de defesa e que a prisão foi baseada em “narrativas e suposições”.

Braga Netto foi preso preventivamente em dezembro de 2023, por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A decisão ocorreu após parecer favorável da PGR, que argumentou que a prisão era necessária para garantir a ordem pública e evitar interferências nas investigações em andamento. O general é acusado de tentativa de golpe de Estado e obstrução de Justiça, por supostamente tentar obter informações da delação do tenente-coronel Mauro Cid.

A prisão de Braga Netto levou o ex-presidente Jair Bolsonaro e o general a contratarem advogados experientes, como José Luis Oliveira Lima, que criticou o sigilo da delação de Cid. Em entrevista, Lima defendeu que seu cliente nunca participou de reuniões sobre um suposto golpe e alertou para o risco de pré-julgamentos, comparando a situação atual com os erros da Operação Lava Jato. Ele questionou a validade da prisão, ressaltando que os fatos que levaram à delação ocorreram meses antes da detenção do general.

Lima também enfatizou a importância do direito de defesa de Braga Netto, que possui um histórico militar respeitável. Ele criticou a colaboração de Cid, que foi assinada após um longo período de prisão, e defendeu que a delação deve ser baseada em provas concretas. O advogado afirmou que lutará para garantir que todos os recursos legais disponíveis sejam utilizados em favor do general, reafirmando a necessidade de um processo justo e transparente.

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