Jair Bolsonaro comentou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impediu sua presença na posse de Donald Trump. Ele se declarou vítima de “lawfare”, termo que se refere ao uso de artifícios judiciais para perseguições políticas. O ex-presidente afirmou que essa decisão exemplifica o “ativismo judicial” contra ele, visando […]
Jair Bolsonaro comentou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impediu sua presença na posse de Donald Trump. Ele se declarou vítima de “lawfare”, termo que se refere ao uso de artifícios judiciais para perseguições políticas. O ex-presidente afirmou que essa decisão exemplifica o “ativismo judicial” contra ele, visando neutralizá-lo como adversário político e não permitindo que enfrente seus opositores nas urnas.
Em suas redes sociais, Bolsonaro expressou que a ordem de Moraes representa uma “grave decepção” e relacionou essa prática ao medo da sua popularidade, que o coloca à frente nas pesquisas para as eleições de 2026. A discussão sobre “lawfare” também foi abordada pelo The Wall Street Journal, que comparou Bolsonaro e Trump, mencionando que o ex-presidente americano considera usar taxas para pressionar países que praticam essa forma de ataque judicial.
A defesa de Bolsonaro, assim como a de Luiz Inácio Lula da Silva durante a Lava-Jato, tem utilizado a tese de “lawfare” para alegar perseguição política. O deputado Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, já havia mencionado essa narrativa, que busca classificar as ações judiciais contra eles como tentativas de silenciar opositores. A origem do termo combina as palavras “law” (lei) e “warfare” (guerra), e foi utilizada com sucesso na defesa de Lula, que teve processos anulados devido à parcialidade do juiz Sergio Moro.
Bolsonaro, sob suspeita de tentar um golpe de estado, defendeu em suas redes sociais que reconhecer seu caso como “lawfare” é essencial para a preservação da democracia. Ele reafirmou seu compromisso com a luta pela democracia e liberdade, afirmando que essa prática não prevalecerá.
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