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Conservadora desafia liderança da Câmara e busca votação remota para novos pais

- A deputada Anna Paulina Luna propôs votação remota por 12 semanas para novos pais. - A medida desafia a liderança republicana, que considera a prática inconstitucional. - Luna se uniu a democratas após falhar em convencer o líder republicano Mike Johnson. - A votação remota é vista como essencial em um Congresso com maioria apertada. - A proposta reflete a necessidade de modernização e inclusão no legislativo americano.

A deputada republicana Anna Paulina Luna tentou convencer o presidente da Câmara, Mike Johnson, a apoiar sua proposta de permitir que novas mães votem remotamente por seis semanas após o parto, mas ele recusou. Em resposta, Luna se uniu a um grupo de democratas, liderados pelo líder da minoria, Hakeem Jeffries, para uma nova medida […]

A deputada republicana Anna Paulina Luna tentou convencer o presidente da Câmara, Mike Johnson, a apoiar sua proposta de permitir que novas mães votem remotamente por seis semanas após o parto, mas ele recusou. Em resposta, Luna se uniu a um grupo de democratas, liderados pelo líder da minoria, Hakeem Jeffries, para uma nova medida que estende esse prazo para doze semanas, abrangendo também os pais. A proposta será apresentada por meio de um pedido de desagregação, um passo incomum para um membro do partido.

Luna criticou a liderança republicana, afirmando que é um “desrespeito” para com os eleitores que se orgulham de ser uma liderança “pró-família”. A proposta surge em um contexto em que a presença física dos legisladores é crucial, especialmente em uma Câmara com uma maioria histórica estreita. Johnson, por sua vez, argumenta que a votação por procuração é “inconstitucional”, uma posição que ele defendeu em um documento apresentado à Suprema Corte.

A votação por procuração foi intensamente debatida desde sua implementação durante a pandemia de Covid-19, e os republicanos a aboliram após a vitória nas eleições de 2022. Apesar disso, Luna e outros legisladores tentaram trabalhar com Johnson para criar uma linguagem que pudesse obter apoio e resistir a escrutínios legais. A nova proposta, que agora inclui pais, foi uma tentativa de ampliar o apoio, embora tenha custado alguns votos republicanos.

A deputada Brittany Pettersen, grávida e coautora da proposta, expressou a dificuldade de não poder viajar para votar. Ela enfatizou a necessidade de o Congresso “evoluir” para atender às realidades modernas, especialmente considerando que as mulheres representam cerca de 28% da Câmara. Com a expectativa de obter apoio de cerca de dez republicanos para garantir a aprovação, Luna se mostra confiante em sua capacidade de realizar a mudança.

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