O Palácio do Planalto identificou a necessidade de uma marca para o governo, levando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a convidar Sidônio Palmeira para assumir a Secretaria de Comunicação Social (Secom). A proposta é que a nova gestão se concentre na diminuição da desigualdade e no crescimento econômico, mas a recente crise envolvendo […]
O Palácio do Planalto identificou a necessidade de uma marca para o governo, levando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a convidar Sidônio Palmeira para assumir a Secretaria de Comunicação Social (Secom). A proposta é que a nova gestão se concentre na diminuição da desigualdade e no crescimento econômico, mas a recente crise envolvendo o PIX trouxe à tona a questão da taxação como um dos principais traços do governo.
Nesta segunda-feira, Lula realizará a primeira reunião ministerial de 2025, onde cobrará resultados e alinhará a comunicação entre as pastas. A troca na Secom, que ocorreu na semana passada, gerou tensões devido à crise das fake news relacionadas ao PIX. Sidônio, que já se destacou como um dos principais conselheiros do presidente, terá um papel central, com a expectativa de que suas análises e decisões sejam levadas em conta antes do lançamento de ações governamentais.
Desde o início do terceiro mandato, Lula já promoveu sete alterações em sua equipe, visando fortalecer sua base no Congresso e garantir apoio para a eleição de 2026. As mudanças têm como objetivo atrair mais partidos para a órbita do governo, e a expectativa é que novas trocas ocorram após o carnaval, com foco em atender as demandas do Centrão por mais espaço na Esplanada.
A reunião de hoje ocorrerá na Granja do Torto, onde Lula avaliará a comunicação do governo e as estratégias para combater a desinformação. Sidônio, que já atuou na campanha presidencial de 2022, é visto como um agente de mudança, e sua chegada à Secom é parte de uma tentativa de reformular a comunicação do governo nos últimos dois anos do mandato. Atualmente, a Esplanada conta com 39 ministros, representando diversos partidos, e há uma crescente pressão por uma articulação mais eficaz com o Congresso.
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