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Ricardo Nunes critica pedido de Moraes sobre muro na Cracolândia e defende sua instalação

- O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, criticou pedido do STF sobre muro. - Nunes questionou a relevância do ofício e a atuação do PSOL. - Parlamentares do PSOL alegam que o muro viola direitos humanos. - Estrutura de 40 metros foi construída para substituir tapumes de metal. - Prefeitura defende que o muro visa proteger pessoas em vulnerabilidade.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, se manifestou na última sexta-feira, 17, sobre o pedido de informações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a respeito de um muro instalado na Cracolândia. Nunes questionou a validade da solicitação, afirmando que “não existe nenhum fundamento legal para qualquer decisão” e criticou a […]

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, se manifestou na última sexta-feira, 17, sobre o pedido de informações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a respeito de um muro instalado na Cracolândia. Nunes questionou a validade da solicitação, afirmando que “não existe nenhum fundamento legal para qualquer decisão” e criticou a necessidade de um ofício sobre um assunto que remonta a maio do ano passado, considerando-o “amplamente sem nexo”.

Além disso, Nunes respondeu a críticas de entidades sobre a construção do muro, sugerindo que as pessoas envolvidas estão “muito desocupadas” e deveriam se concentrar nas ações da equipe de saúde e assistência social da prefeitura. O muro, que mede cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, foi erguido em 2024 para substituir tapumes de metal que frequentemente eram danificados.

O pedido de informações foi protocolado por parlamentares do PSOL, que classificaram a construção do muro como “autoritária, segregacionista e ineficaz”, além de alegarem que a estrutura dificulta o acesso de profissionais de saúde e assistência social. A prefeitura justificou a instalação do muro como uma medida para proteger pessoas “em situação de vulnerabilidade”, ressaltando que a nova estrutura é localizada em um terreno municipal, abrangendo a rua General Couto Magalhães e a rua dos Protestantes.

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