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Errejón e Mouliaá apresentam versões opostas sobre noite de alegação de agressão sexual

- Íñigo Errejón e Elisa Mouliaá apresentaram versões opostas sobre um encontro. - Mouliaá descreveu se sentir violentada, enquanto Errejón alegou consensualidade. - O juiz questionou a falta de denúncia imediata e a relação posterior entre eles. - Errejón afirmou que sua demissão não estava ligada às acusações de Mouliaá. - O caso levanta questões sobre consentimento e a dinâmica de poder em relacionamentos.

Íñigo Errejón, político acusado de agressão sexual, e a denunciante Elisa Mouliaá prestaram depoimento na última quinta-feira em um tribunal. Ambos apresentaram versões divergentes sobre um encontro ocorrido há três anos, que começou em um bar e terminou na casa de Errejón. Mouliaá afirma que se sentiu violentada e estava sob efeito de álcool, enquanto […]

Íñigo Errejón, político acusado de agressão sexual, e a denunciante Elisa Mouliaá prestaram depoimento na última quinta-feira em um tribunal. Ambos apresentaram versões divergentes sobre um encontro ocorrido há três anos, que começou em um bar e terminou na casa de Errejón. Mouliaá afirma que se sentiu violentada e estava sob efeito de álcool, enquanto Errejón descreve o encontro como consensual, alegando que ambos já tinham flertado anteriormente.

Durante o interrogatório, Mouliaá relatou que Errejón a arrastou para um quarto e a tocou de maneira inapropriada. O juiz fez perguntas incisivas sobre os detalhes da situação, questionando se ela havia pedido para parar. A atriz respondeu que se sentiu muito incomodada e que, em um momento, Errejón teria exposto seu órgão genital. Ela também mencionou que estava em estado de choque e confusa, o que dificultou sua reação na hora.

Errejón, por sua vez, negou as acusações, afirmando que o que ocorreu foi um momento de intimidade consensual. Ele descreveu a situação como um flerte entre duas pessoas, ressaltando que não houve violência e que Mouliaá poderia ter se afastado se quisesse. O ex-deputado também mencionou que continuaram a se comunicar após o encontro, apresentando mensagens como prova.

O juiz questionou Errejón sobre sua recente demissão e se estava relacionada às acusações. Ele negou, afirmando que decidiu deixar a política por estar cansado e não por conta das denúncias. O magistrado lembrou que a credibilidade de testemunhos de vítimas de agressão sexual deve ser respeitada, e Errejón reconheceu que sua saída foi uma incoerência, dado seu papel público.

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