O Exército Brasileiro decidiu, em dezembro de 2023, prorrogar por mais seis meses a análise da licitação para a compra de viaturas blindadas, orçada em R$ 1 bilhão, de uma empresa israelense. Essa extensão é vista como uma forma de ganhar tempo ou de pressionar o governo a cancelar a aquisição. Apesar de o contrato […]
O Exército Brasileiro decidiu, em dezembro de 2023, prorrogar por mais seis meses a análise da licitação para a compra de viaturas blindadas, orçada em R$ 1 bilhão, de uma empresa israelense. Essa extensão é vista como uma forma de ganhar tempo ou de pressionar o governo a cancelar a aquisição. Apesar de o contrato atender a todas as especificações, já aprovadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), a assinatura ainda não ocorreu devido à intervenção do assessor especial da Presidência, Celso Amorim.
A aquisição dos blindados foi suspensa após a escalada do conflito entre Israel e Hamas, que resultou em numerosas mortes de civis, levando o governo brasileiro a condenar a situação. O ministro da Defesa, José Múcio, expressou seu descontentamento, afirmando que a decisão foi influenciada por “ranços ideológicos”. O governo tem até meados de 2025 para decidir sobre a licitação.
No Exército, há esperança de que um cessar-fogo na Faixa de Gaza possa alterar a posição do governo. Caso contrário, espera-se que o Estado formalize a rejeição da compra, apresentando justificativas e assumindo as consequências da decisão. Os estudos para a troca das viaturas começaram em 2017, já que o modelo atual é obsoleto, datando da década de 1970.
A pesquisa de mercado para a renovação da frota foi lançada em 2022, e o edital saiu em agosto de 2023. A empresa israelense Elbit Systems foi a vencedora do certame, enquanto concorrentes da República Tcheca, França e China ficaram em posições inferiores. No momento, a possibilidade de convocar a segunda colocada está descartada.
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