O governo brasileiro busca mitigar os impactos da crise do PIX, que resultou em uma forte reação negativa na semana passada. Para isso, as quatro agências de publicidade contratadas pela Secretaria de Comunicação (Secom) apresentaram hoje suas propostas para uma campanha institucional no Palácio do Planalto. A iniciativa, solicitada na sexta-feira às 18h30, visa esclarecer […]
O governo brasileiro busca mitigar os impactos da crise do PIX, que resultou em uma forte reação negativa na semana passada. Para isso, as quatro agências de publicidade contratadas pela Secretaria de Comunicação (Secom) apresentaram hoje suas propostas para uma campanha institucional no Palácio do Planalto. A iniciativa, solicitada na sexta-feira às 18h30, visa esclarecer à população que não haverá mudanças no sistema de pagamentos instantâneos e combater as fake news que surgiram sobre o tema.
O briefing para as agências Calia, Nacional, Propeg e Nova inclui a necessidade de comunicar as regras da Medida Provisória (MP) editada na quinta-feira anterior e tranquilizar os cidadãos quanto à segurança e estabilidade do PIX. O governo está disposto a investir R$ 50 milhões na campanha, demonstrando a urgência em reverter a percepção negativa em relação ao sistema.
Na semana passada, a Secom havia decidido não utilizar uma campanha digital previamente encomendada para conter a crise. Essa campanha, que incluía peças da Calia, tinha como objetivo desmentir a falsa informação de que o PIX seria taxado, utilizando personagens como uma manicure e um vendedor de sorvetes. Contudo, a situação se complicou com a desconfiança em relação à fiscalização da Receita Federal e o recuo do governo, levando à necessidade de uma nova abordagem.
Diante desse cenário, a Secom optou por uma nova encomenda às agências, reconhecendo que a questão da taxação não era o único fator gerador de confusão. A nova campanha busca, portanto, abordar de forma mais abrangente as preocupações da população e restaurar a confiança no sistema de pagamentos.
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