O advogado Celso Vilardi, que defende o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou em entrevista à CNN que o Supremo Tribunal Federal (STF) foi atacado durante os eventos de 8 de janeiro, mas que esses ataques não partiram de seu cliente. Vilardi destacou que o STF ainda está em “estado de choque” e que é necessário […]
O advogado Celso Vilardi, que defende o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou em entrevista à CNN que o Supremo Tribunal Federal (STF) foi atacado durante os eventos de 8 de janeiro, mas que esses ataques não partiram de seu cliente. Vilardi destacou que o STF ainda está em “estado de choque” e que é necessário um julgamento justo para que o país possa “virar a página”. Ele enfatizou a importância de respeitar o direito de defesa e pediu que o Supremo revisasse todos os atos da investigação.
Durante a entrevista, Vilardi criticou o sistema de perguntas da Polícia Federal (PF), considerando-o “absolutamente inaceitável”. Ele mencionou que as perguntas são formuladas de maneira binária, o que pode comprometer a profundidade das respostas. O advogado também reconheceu que existem “falhas processuais” que podem levar à anulação do processo contra Bolsonaro, mas não detalhou quais seriam essas falhas.
A PF indiciou Bolsonaro por crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa. Este é o primeiro indiciamento do ex-presidente por abolição do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, embora ele já tenha sido indiciado anteriormente por organização criminosa em outros casos, como o das joias sauditas e a fraude do cartão de vacinação.
Vilardi reiterou que o julgamento deve ser técnico e não político, considerando a polarização do país. Ele afirmou que “não existe nenhum tipo de problema para um julgamento técnico” e que a sociedade deve entender que questionar a nulidade faz parte do processo judicial. O advogado finalizou destacando a necessidade de um julgamento que respeite os direitos de defesa, essencial para a credibilidade do sistema judiciário.
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