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Cresce 56% o registro de ultraje a culto no Rio de Janeiro em 2024

- Entre janeiro e setembro de 2024, o Rio de Janeiro registrou 72 casos de preconceito religioso, um aumento de 56% em relação ao ano anterior, quando foram 25 casos. - O governador Cláudio Castro enfatizou a importância de políticas públicas e conscientização para combater a intolerância religiosa, que afeta principalmente pessoas entre 30 e 59 anos. - A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) é a unidade especializada na investigação desses crimes, recebendo denúncias e promovendo ações educativas. - Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ) mostram que 39 casos foram de ultraje a culto, enquanto 33 episódios foram classificados como intolerância religiosa, uma nova categoria. - O levantamento revelou que 2,783 mil pessoas foram vítimas de crimes de discriminação e intolerância, com 62% dos casos relacionados a injúria por preconceito.

Entre janeiro e setembro de 2024, as delegacias do Rio de Janeiro registraram 72 casos de preconceito religioso, um aumento significativo em relação ao ano anterior. Desses, 39 foram classificados como ultraje a culto, representando um crescimento de 56% em comparação aos 25 casos do mesmo período de 2023. O ultraje a culto refere-se a […]

Entre janeiro e setembro de 2024, as delegacias do Rio de Janeiro registraram 72 casos de preconceito religioso, um aumento significativo em relação ao ano anterior. Desses, 39 foram classificados como ultraje a culto, representando um crescimento de 56% em comparação aos 25 casos do mesmo período de 2023. O ultraje a culto refere-se a ofensas ou perturbações durante a prática de atos religiosos. Além disso, 33 episódios foram identificados como intolerância religiosa, uma categoria que não existia no painel “Discriminação” do Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ) em 2023.

O governador Cláudio Castro enfatizou a importância da diversidade de crenças e destacou o papel do ISP na formulação de políticas públicas para combater a intolerância. Ele mencionou a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), que está equipada para investigar esses crimes e receber denúncias. Os dados do ISP revelam que as vítimas têm entre 30 e 59 anos, com 14 brancas e 13 pretas ou pardas. A maioria das ocorrências aconteceu em residências.

A delegada Rita Salim, da Decradi, afirmou que a intolerância religiosa é um crime de ódio que atinge a liberdade e a dignidade humana. Ela ressaltou que a conscientização sobre o respeito à diversidade de crenças é fundamental para combater esse tipo de intolerância. O Disque Denúncia também atua na coleta de informações sobre esses crimes, em colaboração com órgãos de proteção dos Direitos Humanos.

Além dos casos de preconceito religioso, o levantamento do ISP revelou que 2.783 pessoas foram vítimas de crimes relacionados à discriminação e intolerância entre janeiro e setembro de 2024. Desses, 62% (ou 1.738 indivíduos) relataram ter sofrido injúria por preconceito. Leonardo Vale, vice-presidente do ISP, destacou que os dados expõem problemas estruturais, como racismo e intolerância religiosa, que afetam desigualmente diferentes grupos sociais, e ressaltou a importância das informações para o combate eficaz aos crimes de ódio.

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