O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) anunciou, nesta terça-feira, 21 de janeiro de 2024, que foram registradas 2.472 denúncias de intolerância religiosa pelo Disque Direitos Humanos (Disque 100) em todo o Brasil. Este número representa um aumento de 66,8% em relação a 2023, quando foram contabilizadas 1.481 denúncias. O crescimento das denúncias […]
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) anunciou, nesta terça-feira, 21 de janeiro de 2024, que foram registradas 2.472 denúncias de intolerância religiosa pelo Disque Direitos Humanos (Disque 100) em todo o Brasil. Este número representa um aumento de 66,8% em relação a 2023, quando foram contabilizadas 1.481 denúncias. O crescimento das denúncias entre 2021 e 2024 chega a 323,29%, conforme os dados divulgados no Dia do Combate à Intolerância Religiosa, em homenagem à Iyalorixá Mãe Gilda de Ogum.
Os dados revelam que as religiões mais afetadas incluem umbanda (151), candomblé (117) e evangélicos (88). A maioria das vítimas é composta por mulheres (1.423), enquanto 826 homens também relataram violações. As regiões com mais denúncias são São Paulo (618), Rio de Janeiro (499) e Minas Gerais (205). A ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, destacou a importância da laicidade do Estado, afirmando que o Brasil respeita a pluralidade religiosa.
O Dia do Combate à Intolerância Religiosa foi instituído pela Lei Federal nº 11.635/2007, em memória de Mãe Gilda, que sofreu perseguições e agressões antes de falecer em 2000. Evaristo enfatizou a diversidade religiosa do país, ressaltando a convivência pacífica entre diferentes crenças.
Para registrar casos de intolerância religiosa, o MDHC disponibiliza o Disque 100, que funciona 24 horas, além de canais como WhatsApp e Telegram. As denúncias são gratuitas, anônimas e recebem um número de protocolo para acompanhamento. O Disque 100 não investiga, mas encaminha as denúncias para os órgãos competentes.
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