O Ministério Público de São Paulo requisitou esclarecimentos ao secretário de Segurança Urbana, Orlando Morando, após sua declaração contrária ao uso de câmeras corporais pela Guarda Civil Metropolitana (GCM). Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Morando argumentou que a GCM é uma guarda patrimonial e não de segurança, além de mencionar a […]
O Ministério Público de São Paulo requisitou esclarecimentos ao secretário de Segurança Urbana, Orlando Morando, após sua declaração contrária ao uso de câmeras corporais pela Guarda Civil Metropolitana (GCM). Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Morando argumentou que a GCM é uma guarda patrimonial e não de segurança, além de mencionar a “baixa letalidade da corporação”. O ofício do MP-SP, assinado pelo promotor Daniel Magalhães, questiona se há uma decisão formal sobre a negativa do uso das câmeras e se existe orçamento para sua implementação.
Durante a formatura de 500 novos agentes da GCM, Morando se envolveu em polêmica ao sugerir que os agentes não devem hesitar em agir em confrontos, afirmando: “que chore a mãe do criminoso e nenhum parente de vocês”. Ele enfatizou que os agentes não devem se sentir intimidados, mas também não podem agir acima da lei. Essa declaração gerou críticas, especialmente considerando que a legislação exige que o uso de armas de fogo só ocorra em situações de risco iminente.
Morando reiterou sua posição contra as câmeras, afirmando que “não há letalidade que justifique câmeras corporais” e que a determinação do Supremo Tribunal Federal sobre o uso obrigatório do equipamento se aplica apenas aos policiais militares. Ele defendeu que a GCM não apresenta alta letalidade, o que, segundo ele, justifica a recusa ao uso das câmeras.
Com a incorporação dos novos agentes, a GCM agora conta com 7.500 profissionais. Desde 2023, a corporação recebeu 2.000 novos integrantes, reforçando o efetivo nas ruas de São Paulo. Morando destacou que a GCM é a “Guarda mais equipada do Brasil”, com acesso a viaturas, armas e tecnologia, incluindo a possibilidade de uso de fuzis em situações extremas.
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