A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio, por sua participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A denúncia inclui cinco crimes: associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. O Supremo […]
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio, por sua participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A denúncia inclui cinco crimes: associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. O Supremo Tribunal Federal (STF) agora decidirá se aceita a denúncia e abre um processo criminal.
A PGR argumenta que há provas da participação de Léo Índio nos atos antidemocráticos, incluindo registros de sua presença em frente ao Congresso Nacional durante as invasões. O procurador-geral destacou que ele também esteve envolvido em atividades antidemocráticas, como manifestações em acampamentos após as eleições de 2022. Além disso, Léo Índio integrou grupos de WhatsApp que disseminavam mensagens golpistas.
Léo Índio é primo dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro e teve seu nome associado a escândalos anteriores, como o da rachadinha. Ele exerceu funções informais durante a presidência de Bolsonaro e tentou ser nomeado para cargos públicos, mas enfrentou vetos. Em 2024, concorreu a vereador em Cascavel (PR), mas não foi eleito.
Após a denúncia, a defesa de Léo Índio afirmou que não há provas concretas de sua participação nos crimes. A PGR, no entanto, sustenta que as evidências coletadas pela Polícia Federal demonstram sua atuação nos atos de 8 de janeiro, incluindo imagens que mostram sua presença durante a depredação das sedes dos Três Poderes.
Entre na conversa da comunidade