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Eduardo Paes afirma que responsabilidade sobre tubulação do novo estádio do Flamengo é do município

- O Flamengo planeja construir um estádio no Gasômetro, mas enfrenta entraves de infraestrutura. - A transferência da tubulação de gás é responsabilidade da Prefeitura do Rio. - A nova gestão suspendeu as obras até a conclusão de um estudo de viabilidade econômica. - O custo estimado para a transferência da tubulação é de R$ 50 milhões e levará um ano. - A indefinição sobre custos pode atrasar a entrega do estádio, prevista para 2029.

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O projeto de construção do novo estádio do Flamengo enfrenta desafios significativos, especialmente relacionados à infraestrutura de gás no terreno do Gasômetro, onde a obra está planejada. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, afirmou que a responsabilidade pela transferência das estruturas de gás será do município, e não do clube. Na última quarta-feira, […]

O projeto de construção do novo estádio do Flamengo enfrenta desafios significativos, especialmente relacionados à infraestrutura de gás no terreno do Gasômetro, onde a obra está planejada. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, afirmou que a responsabilidade pela transferência das estruturas de gás será do município, e não do clube. Na última quarta-feira, o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, foi informado que a construção está condicionada à solução para a transferência da infraestrutura de gás canalizado, incluindo a Estação de Regulagem e Medição (City Gate).

A Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico (Agenersa) reiterou que sua função é garantir a segurança do serviço de gás e que a transferência deve ser negociada entre o Flamengo e a Companhia Estadual de Gás do Rio de Janeiro (CEG). A agência enfatizou que não busca prejudicar a expansão urbana do Rio de Janeiro, mas sim assegurar a segurança da população e dos futuros frequentadores do estádio. O custo estimado para a transferência da tubulação é de cerca de R$ 50 milhões, com um prazo de um ano para conclusão.

A nova gestão do Flamengo, sob a liderança de Baptista, decidiu suspender as movimentações relacionadas ao estádio até a conclusão de um estudo de viabilidade econômica encomendado à Fundação Getúlio Vargas (FGV). O objetivo é entender melhor os custos e o planejamento necessário para iniciar as obras sem comprometer o fluxo de caixa do clube. O Flamengo já havia solicitado um adiamento na assinatura do termo final de compra do terreno, que inclui um pagamento total de R$ 138,2 milhões.

O debate político em torno do estádio se intensificou, com Paes e o deputado federal Pedro Paulo buscando soluções para a retirada da tubulação de gás. A nova administração do Flamengo enfrenta críticas e desconfianças sobre a viabilidade do projeto, especialmente em relação ao custo e ao cronograma. A expectativa é que o estudo da FGV forneça novos dados sobre a obra, mas a indefinição atual faz com que o projeto retorne à estaca zero, dificultando a previsão de conclusão até 2029.

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