A discussão sobre a adoção do semipresidencialismo no Brasil ganhou destaque no Brazil Economic Forum, realizado em Davos, na Suíça. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmou que a mudança nas emendas parlamentares nos últimos dez anos é uma das principais razões para essa consideração. Mendes descreveu o atual modelo presidencialista como […]
A discussão sobre a adoção do semipresidencialismo no Brasil ganhou destaque no Brazil Economic Forum, realizado em Davos, na Suíça. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmou que a mudança nas emendas parlamentares nos últimos dez anos é uma das principais razões para essa consideração. Mendes descreveu o atual modelo presidencialista como “esquisito” e “estrambótico”, citando que R$ 50 bilhões em emendas parlamentares estão envolvidos em questões políticas e policiais.
Durante o evento, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) destacou a instabilidade da base parlamentar do governo, que “varia mais que a cotação do dólar”. Ele defendeu a necessidade de fortalecer os sistemas partidário e político do Brasil, independentemente do modelo de governo adotado. O ex-presidente Michel Temer também participou do debate, expressando arrependimento por não ter proposto um projeto de semipresidencialismo durante seu mandato.
Mendes e Temer concordaram que a discussão sobre o semipresidencialismo deve avançar, mas sem um prazo definido. O ministro do STF também defendeu a volta do financiamento privado de campanhas eleitorais, argumentando que a restrição imposta pelo STF resultou em gastos públicos excessivos com campanhas, que se tornaram “estratosféricos” e “preocupantes”.
Apesar das críticas, Mendes se mostrou otimista em relação ao potencial do Brasil para realizar reformas. Ele lembrou o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal como exemplos de avanços significativos, ressaltando que o país tem capacidade para promover mudanças transformadoras.
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