Quatro imóveis no Centro de Niterói, que anteriormente abrigavam órgãos do governo do estado, estão em estado de abandono, aumentando a sensação de insegurança entre moradores e comerciantes. Enquanto a região passa por um processo de revitalização com a readequação de imóveis históricos, os prédios das secretarias estaduais de Fazenda e Administração, o Quartel Geral […]
Quatro imóveis no Centro de Niterói, que anteriormente abrigavam órgãos do governo do estado, estão em estado de abandono, aumentando a sensação de insegurança entre moradores e comerciantes. Enquanto a região passa por um processo de revitalização com a readequação de imóveis históricos, os prédios das secretarias estaduais de Fazenda e Administração, o Quartel Geral da Polícia Militar e a sede do Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (Iaserj) se tornaram locais de depredação e uso irregular. O governo estadual afirmou que irá analisar as demandas relacionadas a esses imóveis em conjunto com a prefeitura.
O edifício da antiga Secretaria de Fazenda, desocupado desde 2012, enfrenta constantes invasões e depredações. A comerciante Márcia Siqueira relatou que o local, mesmo com tentativas de fechamento, continua sendo invadido, resultando em situações de uso de drogas e roubos nas proximidades. Ela destacou que a insegurança afeta diretamente os negócios da região, fazendo com que muitos evitem passar pelo local.
A antiga unidade do Iaserj, que começou a fechar serviços em 2010, também permanece abandonada, apesar de promessas de revitalização. A professora Andréa Bernardes mencionou que evita passar pelo local à noite, sentindo-se insegura. Outro prédio, que já foi o Quartel Geral da Polícia Militar, apresenta infiltrações e falta de manutenção, enquanto o imóvel do Tribunal de Contas do Estado (TCE) enfrenta problemas semelhantes, com invasões e depredações constantes.
O TCE, que estava desocupado há anos, teve seus portões arrancados em 2021, evidenciando sua vulnerabilidade. Embora tenha sido cedido ao município em 2018 para abrigar parte da Secretaria de Planejamento, a prefeitura desistiu do projeto em 2021, devolvendo a administração ao estado. Desde então, não houve iniciativas concretas para a recuperação ou reutilização do prédio, que continua em estado precário.
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