O processo de impeachment do presidente do Corinthians, Augusto Melo, está em andamento, mas ainda depende da conclusão das investigações da Polícia Civil. O presidente do Conselho, Romeu Tuma Jr., afirma que as questões administrativas que envolvem a imagem do clube e os prejuízos financeiros não estão ligadas ao inquérito policial. O pedido de impeachment […]
O processo de impeachment do presidente do Corinthians, Augusto Melo, está em andamento, mas ainda depende da conclusão das investigações da Polícia Civil. O presidente do Conselho, Romeu Tuma Jr., afirma que as questões administrativas que envolvem a imagem do clube e os prejuízos financeiros não estão ligadas ao inquérito policial. O pedido de impeachment foi assinado por mais de oitenta conselheiros, mas seus apoiadores argumentam que a situação é de natureza política.
A Comissão de Ética do clube recomenda que o julgamento do impeachment seja reaberto apenas após o término das investigações. O relatório da comissão aponta que as provas coletadas, como depoimentos, foram obtidas de forma ilegal, e não há elementos suficientes para comprovar danos à imagem do Corinthians. O relatório não impede a continuidade do processo, que será votado em uma reunião futura, onde Augusto Melo poderá se defender oralmente.
Entre os depoimentos que fundamentam o impeachment, destaca-se o de Rubens Gomes, ex-diretor de futebol, e de Alex Cassundé, sócio da empresa que intermediou um contrato de R$ 25 milhões. Também foi mencionado um desentendimento de Melo com um torcedor do Cruzeiro, que resultou em uma denúncia formal. Tuma Jr. defende que todas as ações estão dentro do que o estatuto do clube determina, rebatendo alegações de que o processo seria um “golpe”.
O estatuto do Corinthians prevê cinco motivos que podem levar ao impeachment de um presidente, incluindo a prática de crimes infamantes e a geração de prejuízos ao patrimônio do clube. A votação de admissibilidade já ocorreu, com 126 votos a 114 a favor da continuidade do processo, que agora aguarda o parecer da Comissão de Ética antes de uma nova votação entre os conselheiros.
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