O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou em entrevista ao jornal O Globo que o retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos “encoraja” a direita brasileira e “encurrala” o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Eduardo, a eleição de Trump é um sinal positivo para a direita, pois “os países andam […]
O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou em entrevista ao jornal O Globo que o retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos “encoraja” a direita brasileira e “encurrala” o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Eduardo, a eleição de Trump é um sinal positivo para a direita, pois “os países andam lado a lado em questões políticas”. Ele destacou que o governo Lula perde o apoio do governo Biden, o que pode dificultar sua atuação internacional. Eduardo também mencionou que, se seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, estivesse no poder, a percepção de Trump sobre o Brasil seria diferente.
Em um evento nos EUA, o estrategista Steve Bannon apresentou Eduardo como um potencial futuro presidente do Brasil. Questionado sobre suas ambições políticas, Eduardo declarou que “se sacrificaria” caso fosse escolhido por Jair Bolsonaro, embora tenha reafirmado que seu “plano A, B e C” continua sendo seu pai. Ele acredita que outros candidatos da direita, como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o ex-coach Pablo Marçal, acabarão se unindo em torno de uma candidatura bolsonarista, já que Jair Bolsonaro continua sendo visto como a principal liderança do campo.
Jair Bolsonaro, por sua vez, admitiu a possibilidade de sua esposa, Michelle Bolsonaro, concorrer à presidência em 2026, condicionando seu apoio a uma nomeação para o Ministério da Casa Civil caso ela vença. No entanto, ele também afirmou que Michelle é candidata ao Senado e que seus filhos, Eduardo e Flávio Bolsonaro, são opções para a presidência. Apesar de sua inelegibilidade, Bolsonaro continua a se posicionar como o “plano A” da direita e critica a decisão do Tribunal Superior Eleitoral que o tornou inelegível até 2030.
O ex-presidente também defendeu a anistia para os condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e afirmou que a eleição de 2026 sem sua presença não será democrática. Ele comparou sua situação à de Lula em 2018, quando o ex-presidente também enfrentou restrições judiciais. Bolsonaro acredita que sua figura ainda terá influência significativa nas próximas eleições, mesmo diante de sua inelegibilidade e das investigações em curso.
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