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Ministério Público nega saída de Flordelis para enterro da filha em São Gonçalo

- Flordelis, condenada a 50 anos, não compareceu ao enterro da filha Gabriella. - O Ministério Público considerou Flordelis de alta periculosidade e negou liberação. - Gabriella foi encontrada morta em São Gonçalo, com suspeitas de feminicídio. - O namorado da jovem prestou depoimento contraditório e é investigado. - A polícia apura ameaças anteriores feitas por João contra Gabriella antes da morte.

O Ministério Público do Rio de Janeiro manifestou-se contra a autorização para que a pastora Flordelis comparecesse ao enterro da filha adotiva, Gabriella dos Santos de Souza, encontrada morta em 22 de janeiro, em um caso suspeito de feminicídio. A promotora Camilla Sahione Scisinio Dias descreveu Flordelis como uma “condenada de altíssima periculosidade” e afirmou […]

O Ministério Público do Rio de Janeiro manifestou-se contra a autorização para que a pastora Flordelis comparecesse ao enterro da filha adotiva, Gabriella dos Santos de Souza, encontrada morta em 22 de janeiro, em um caso suspeito de feminicídio. A promotora Camilla Sahione Scisinio Dias descreveu Flordelis como uma “condenada de altíssima periculosidade” e afirmou que sua liberação representaria “risco à ordem pública”. O sepultamento ocorreu neste sábado, às 16h30, no Cemitério do Pacheco, em São Gonçalo, sem a presença da mãe.

Flordelis, condenada a 50 anos de prisão pelo assassinato do marido, cumpre pena em regime fechado e teve seu pedido de liberação negado pela Secretaria de Administração Penitenciária, que se baseou no parecer do Ministério Público. Durante a noite anterior ao enterro, a pastora apresentou problemas de saúde, incluindo pressão arterial elevada, e precisou de atendimento médico.

Gabriella, de 25 anos, foi encontrada desacordada na rua e morreu após ser levada a uma unidade de saúde. O atestado de óbito aponta uma parada cardiorrespiratória súbita como causa da morte, mas a Delegacia de Homicídios investiga possíveis ameaças feitas por seu companheiro, João Marcos Rodrigues da Silva. Ele prestou depoimento, mas suas versões sobre o ocorrido foram contraditórias, aumentando as suspeitas sobre sua responsabilidade.

A jovem, que foi adotada por Flordelis e Anderson do Carmo, teve um papel crucial na investigação do assassinato do pai adotivo em 2019. Informações de irmãs de Gabriella indicam que João teria agredido a jovem anteriormente e enviado mensagens ameaçadoras antes de sua morte. A polícia continua a investigar as circunstâncias do falecimento e realiza exames complementares no corpo da vítima para determinar a causa exata da morte.

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