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MP-SP investiga contratos da empresa da família de Nunes após denúncia do PSOL

- O MP-SP investiga contratos da Nikkey, empresa ligada ao prefeito Ricardo Nunes. - Valor recebido pela Nikkey aumentou quase seis vezes entre 2021 e 2024. - Notícia-crime do PSOL motivou a apuração sobre possíveis irregularidades. - Nunes fundou a Nikkey, atualmente administrada por familiares, incluindo seu filho. - Governo estadual defende legalidade das contratações, apesar das suspeitas.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) iniciou um procedimento nesta sexta-feira, 24, para investigar possíveis irregularidades nos contratos da Nikkey Controle de Pragas e Serviços Técnicos, empresa da família do prefeito Ricardo Nunes (MDB), com o governo estadual. A decisão foi motivada por uma notícia-crime apresentada pelo PSOL, que destacou um aumento significativo nos […]

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) iniciou um procedimento nesta sexta-feira, 24, para investigar possíveis irregularidades nos contratos da Nikkey Controle de Pragas e Serviços Técnicos, empresa da família do prefeito Ricardo Nunes (MDB), com o governo estadual. A decisão foi motivada por uma notícia-crime apresentada pelo PSOL, que destacou um aumento significativo nos valores recebidos pela empresa, que saltaram de R$ 959,4 mil entre 2021 e 2022 para R$ 5,73 milhões entre 2023 e 2024, quase seis vezes mais.

O procedimento instaurado pelo MP-SP é uma fase preliminar que visa avaliar se há indícios suficientes para uma investigação mais aprofundada ou ações judiciais. Os parlamentares do PSOL, que assinaram a notícia-crime, solicitaram que fossem tomadas “medidas cabíveis” em relação à contratação da Nikkey, que tem laços familiares com Nunes, já que ele é o fundador e seu filho e nora atualmente administram a empresa.

O aumento nos contratos coincide com a gestão de Nunes, que assumiu a prefeitura em maio de 2021 e foi reeleito no ano passado. Antes de 2021, os pagamentos à Nikkey não ultrapassavam R$ 35 mil anuais. Em resposta às alegações, o governo estadual afirmou que as contratações seguiram “todas as exigências legais” e que a empresa apresentou o menor preço nas licitações.

Nunes, por sua vez, classificou as acusações de irregularidades como “irresponsáveis” e defendeu que não há impedimentos para a participação da Nikkey em licitações públicas, além de afirmar que não recebe “nenhum dividendo atualmente” da empresa. O Ministério Público de Contas de São Paulo (MPC-SP) também recebeu pedidos de investigação sobre os contratos, assinados por outras parlamentares do PSOL.

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