O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) divulgou uma carta nesta sexta-feira, pressionando o governo de Lula a assentar 100 mil famílias que permanecem acampadas no Brasil. O documento, assinado pela coordenação nacional do MST, criticou a atuação do governo e contestou os números de assentamentos apresentados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, além de […]
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) divulgou uma carta nesta sexta-feira, pressionando o governo de Lula a assentar 100 mil famílias que permanecem acampadas no Brasil. O documento, assinado pela coordenação nacional do MST, criticou a atuação do governo e contestou os números de assentamentos apresentados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, além de apontar a atuação do Congresso Nacional como “perversa” em favor do agronegócio.
Durante uma reunião de quatro dias em Belém (PA), o MST alegou que há uma “paralisação da reforma agrária” sob a administração atual, questionando o compromisso do governo com uma das bandeiras históricas do PT. Em dezembro, o Ministério do Desenvolvimento Agrário, liderado por Paulo Teixeira, informou que 71,4 mil famílias foram assentadas em 2024, embora o MST conteste esses dados, afirmando que não houve novos assentamentos este ano.
A coordenadora do MST, Ceres Hadich, destacou que apenas 38,9 mil das famílias contabilizadas pelo governo passaram por regularização, o que não é considerado assentamento pelo movimento. A carta também menciona a “atuação perversa” do Congresso, que, segundo o MST, legisla em favor do grande capital e impede o avanço de políticas públicas sociais.
Além de exigir o assentamento das famílias, o MST se comprometeu a lutar pela demarcação de territórios indígenas e o reconhecimento de territórios quilombolas. O movimento também expressou solidariedade a países como Cuba, Palestina e Venezuela, e destacou a necessidade de justiça após os assassinatos de dois militantes em um ataque no interior de São Paulo. O MST aponta para uma escalada de conflitos no campo desde 2021, evidenciando a urgência de suas reivindicações.
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