No último réveillon, a Avenida Paulista foi palco de uma cobertura especial do jornalista Leo Dias, que entrevistou o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e sua esposa, Regina Carnovale Nunes. Durante a transmissão, Nunes destacou a segurança do evento, mencionando a presença de mais de 2 mil policiais e duzentas câmeras de monitoramento. Ele […]
No último réveillon, a Avenida Paulista foi palco de uma cobertura especial do jornalista Leo Dias, que entrevistou o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e sua esposa, Regina Carnovale Nunes. Durante a transmissão, Nunes destacou a segurança do evento, mencionando a presença de mais de 2 mil policiais e duzentas câmeras de monitoramento. Ele enfatizou a importância de garantir que as pessoas pudessem aproveitar a festa com segurança, enquanto Leo Dias elogiou o esquema de segurança apresentado.
A cobertura, no entanto, levantou questões sobre a transparência, já que a Prefeitura de São Paulo pagou R$ 837 mil ao Portal Leo Dias entre 2023 e 2024 para a produção de conteúdo. Essa relação entre a prefeitura e o portal foi criticada, pois as entrevistas não foram claramente sinalizadas como conteúdo patrocinado. O prefeito, que enfrentou baixa popularidade no início de 2023, utilizou a visibilidade do evento para melhorar sua imagem pública.
Leo Dias, que possui 18 milhões de seguidores no Instagram, é conhecido por sua cobertura de celebridades e polêmicas. A entrevista com Nunes no réveillon anterior também foi parte de uma cobertura paga, que ajudou a aumentar a visibilidade do prefeito em um momento crítico de sua gestão. A relação entre o portal e a prefeitura se intensificou com contratos que incluíam a divulgação de campanhas e eventos, mas não houve registros de trabalho durante o período eleitoral.
Em resposta às críticas, o sócio de Leo Dias, Thiago Miranda, afirmou que as publicações foram “bonificadas” e não envolviam patrocínio, defendendo a liberdade de expressão do veículo. O prefeito Nunes, ao ser questionado sobre a falta de sinalização de conteúdo patrocinado, disse que iria orientar sua equipe a corrigir essa questão. A situação levanta preocupações sobre a ética na comunicação pública e a necessidade de maior clareza nas relações entre a mídia e o governo.
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