A vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil), recém-eleita para a Câmara Municipal de São Paulo, registrou um boletim de ocorrência contra o rapper Oruam por supostas ameaças, injúria e difamação. A acusação surgiu após a proposta de um projeto de lei que visa proibir a administração municipal de contratar artistas que fazem apologia ao crime organizado […]
A vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil), recém-eleita para a Câmara Municipal de São Paulo, registrou um boletim de ocorrência contra o rapper Oruam por supostas ameaças, injúria e difamação. A acusação surgiu após a proposta de um projeto de lei que visa proibir a administração municipal de contratar artistas que fazem apologia ao crime organizado e à violência. Em um vídeo nas redes sociais, Amanda revelou que Oruam incitou seus seguidores a atacá-la online.
A vereadora apresentou prints de publicações onde o rapper convoca a “tropa do 22”, uma gíria que se refere ao artigo 22 do Código Penal, que trata da inimputabilidade de criminosos com doenças mentais. Em resposta, Oruam publicou um vídeo chamando Amanda de “bobona”, “idiota” e “doente mental”, defendendo que suas letras refletem sua vivência. Ele criticou a hipocrisia em relação a artistas de classe alta que fazem apologia à violência sem serem questionados.
Oruam, que é filho do traficante Marcinho VP, líder do Comando Vermelho e preso desde 2006, tem quase 9 milhões de seguidores no Instagram. O rapper já se apresentou em eventos de grande porte, como o Rock in Rio e o cruzeiro do jogador Neymar no final de 2023. Durante uma apresentação no Lollapalooza em março do ano passado, ele homenageou seu pai, usando uma camiseta com sua foto e a palavra “liberdade”.
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