Impedido de se candidatar até 2030, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou que sua inelegibilidade representa uma tentativa de “negar a democracia”. Em entrevista à Revista Oeste no YouTube, ele comparou sua situação à perseguição política enfrentada por opositores de Nicolás Maduro na Venezuela e de Daniel Ortega na Nicarágua. Bolsonaro minimizou sua condenação pelo […]
Impedido de se candidatar até 2030, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou que sua inelegibilidade representa uma tentativa de “negar a democracia”. Em entrevista à Revista Oeste no YouTube, ele comparou sua situação à perseguição política enfrentada por opositores de Nicolás Maduro na Venezuela e de Daniel Ortega na Nicarágua. Bolsonaro minimizou sua condenação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e atribuiu sua situação ao que chamou de “ativismo judicial”.
Bolsonaro afirmou: “Se eu não disputar as eleições por causa dessas acusações, é uma negação da democracia”. Ele citou os casos de Maduro e Ortega, destacando que, assim como na Venezuela, a inelegibilidade é uma forma de controle político. O ex-presidente também negou ter cometido abuso de poder político durante um encontro com embaixadores em julho de 2022, que resultou em sua condenação.
Durante a entrevista, ele reiterou ser vítima de “lawfare”, termo que se refere ao uso do sistema judicial para fins políticos. Essa expressão foi utilizada por ele para contestar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que manteve seu passaporte retido, impedindo sua participação na posse de Donald Trump nos Estados Unidos.
Bolsonaro enfatizou que a escolha nas eleições deve ser feita pelo povo e não por um juiz do Supremo Tribunal Federal. Ele argumentou que sua inelegibilidade é um reflexo de um sistema que busca silenciar vozes opositoras, reafirmando sua posição de que a democracia está em risco.
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