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Delação de Mauro Cid revela divisões entre grupos sobre planos golpistas de Bolsonaro

- O tenente-coronel Mauro Cid revelou a formação de três grupos em torno de Jair Bolsonaro após a derrota nas eleições de 2022. - O primeiro grupo, moderado, queria que Bolsonaro se tornasse líder da oposição, enquanto o segundo temia consequências de um golpe militar. - O terceiro grupo, radical, buscava provas de fraude e cogitou ações extremas, como sequestrar uma urna eletrônica. - Cid mencionou um documento que pretendia anular a eleição, com apoio de figuras influentes, mas sem respaldo militar. - O ministro Alexandre de Moraes acompanha as revelações desde agosto de 2023, com mais de dez depoimentos de Cid.

O ministro Alexandre de Moraes mantém em sigilo os depoimentos do tenente-coronel Mauro Cid, que colaborou com a investigação sobre os planos golpistas de 2022 e 2023. Até o momento, foram mais de dez depoimentos, sendo o primeiro datado de 28 de agosto de 2023. Neste, Cid menciona que, após a vitória de Lula, três […]

O ministro Alexandre de Moraes mantém em sigilo os depoimentos do tenente-coronel Mauro Cid, que colaborou com a investigação sobre os planos golpistas de 2022 e 2023. Até o momento, foram mais de dez depoimentos, sendo o primeiro datado de 28 de agosto de 2023. Neste, Cid menciona que, após a vitória de Lula, três grupos se formaram em torno de Jair Bolsonaro, cada um com diferentes propostas sobre como reagir ao resultado das eleições.

O primeiro grupo, composto por figuras como o senador Flávio Bolsonaro e o chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, defendia que Bolsonaro se tornasse o líder da oposição. O segundo grupo, mais moderado, acreditava que qualquer tentativa de contestar o resultado eleitoral poderia resultar em um regime militar prolongado. Já o terceiro grupo, formado por radicais, buscava provas de fraude nas eleições e incluía o major da reserva Angelo Denicoli e o senador Carlos Heinze, que chegou a sugerir ações extremas, como o sequestro de uma urna eletrônica.

Cid também relatou uma reunião em 2 de novembro de 2022, onde Bolsonaro apresentou uma minuta de documento que visava anular a eleição. Os comandantes militares expressaram suas opiniões, com o almirante Garnier defendendo uma intervenção militar, enquanto outros, como Baptista Júnior, se opuseram a qualquer golpe. Cid afirmou que, sem o apoio dos militares, Bolsonaro não tomaria ações drásticas, embora estivesse considerando alternativas para justificar um golpe de Estado.

Além disso, a queda no número de calouros em cursos de Engenharia no Brasil, que passou de 469 mil em 2014 para 358 mil em 2023, foi destacada como um sinal preocupante para o futuro do país. Em resposta, o governo Lula anunciou a criação de um campus avançado do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) em Fortaleza, que começará a funcionar em 2026, oferecendo cursos gratuitos e infraestrutura para os alunos. A diminuição do interesse pela Engenharia é atribuída a fatores de mercado, onde cursos mais baratos, como Administração, atraem mais estudantes devido a melhores perspectivas salariais.

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