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Vaticano mantém sanções contra cardeal da Opus Dei após acusações de abuso sexual

- O Cardeal Juan Luis Cipriani Thorne enfrenta sanções do Vaticano desde 2019. - Cipriani nega acusações de abuso sexual, chamando-as de "completamente falsas". - O Vaticano dissolveu o Sodalitium Christianae Vitae, ligado a abusos na Igreja peruana. - Cipriani, ex-arcebispo de Lima, foi um dos líderes da Igreja por duas décadas. - A crise na Igreja peruana reflete a luta contra a impunidade de abusos clericais.

O Vaticano confirmou que as sanções disciplinares contra o cardeal Juan Luis Cipriani Thorne, o primeiro da Opus Dei, permanecem em vigor após acusações de abuso sexual. As restrições incluem limitações em sua atividade pública, local de residência e uso de insígnias, conforme declarado pelo porta-voz Matteo Bruni. Cipriani, de 81 anos, que reside entre […]

O Vaticano confirmou que as sanções disciplinares contra o cardeal Juan Luis Cipriani Thorne, o primeiro da Opus Dei, permanecem em vigor após acusações de abuso sexual. As restrições incluem limitações em sua atividade pública, local de residência e uso de insígnias, conforme declarado pelo porta-voz Matteo Bruni. Cipriani, de 81 anos, que reside entre Madrid e Roma, negou as alegações, chamando-as de “completamente falsas” e reafirmou sua inocência em uma carta enviada após a divulgação de um relato de uma suposta vítima pelo jornal espanhol El País.

As sanções foram impostas em 2019, após a aposentadoria de Cipriani como arcebispo de Lima, e surgiram em meio a alegações que sugerem mais de uma denúncia. Bruni não forneceu detalhes sobre os casos, mas indicou que Cipriani aceitou as medidas. As restrições são semelhantes às aplicadas a outros eclesiásticos de alto escalão acusados de abuso, como o ex-arcebispo de Guam, Anthony Apuron, e o ex-bispo de Timor Leste, Carlos Ximenes Belo.

Cipriani liderou a Igreja Peruana por duas décadas e é uma figura proeminente da Opus Dei, um movimento conservador fundado em 1928. As alegações contra ele se somam à turbulência na Igreja Peruana, que recentemente viu a dissolução do movimento Sodalitium Christianae Vitae, após investigações que revelaram abusos sexuais e má gestão financeira por seus líderes.

O ex-membro José Enrique Escardó, que denunciou abusos do Sodalitium em 2000, se reuniu com o Papa Francisco e discutiu a necessidade de priorizar as vítimas durante o processo de dissolução do grupo. Ele criticou a lentidão da resposta da Igreja e a proteção que o Sodalitium recebeu nas esferas mais altas da hierarquia eclesiástica. Cipriani, em sua carta, expressou dor pelas acusações e orou por sua suposta vítima, reafirmando sua inocência.

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