- O governo do estado do Rio de Janeiro, sob o governador Cláudio Castro, enviou em 28 de janeiro de 2025 um ofício ao Ministério da Defesa solicitando veículos blindados, operadores e mecânicos para operações em áreas de risco.
- Em 28 de outubro de 2025 ocorreu a Operação Contenção, a mais letal da história do estado; dados oficiais apontam 64 mortes, enquanto a Defensoria Pública registra 132.
- A Defesa afirmou não ter recebido o pedido; o governo federal disse ter atendido solicitações de governadores e que trabalha com os estados para combater a criminalidade.
- Durante a operação, Castro disse que as polícias estão sozinhas; o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou que a pasta tem atendido solicitações dos governadores.
- O caso alimenta o debate sobre a PEC da Segurança Pública, que centralizaria políticas na União; governadores criticam a medida e há tramitação de projeto de lei que endurece penas para facções e altera crimes de roubo de cargas e combustíveis.
O governo do estado do Rio de Janeiro, sob a liderança do governador Cláudio Castro, enviou, em 28 de janeiro de 2025, um ofício ao Ministério da Defesa solicitando veículos blindados, operadores e mecânicos para operações policiais em áreas de risco. A solicitação ocorre em um contexto de crescente violência urbana e tensões sobre a centralização da segurança pública.
Nove meses após o pedido, a capital fluminense vivenciou a Operação Contenção, em 28 de outubro de 2025, considerada a mais letal da história do estado. De acordo com dados oficiais, o governo estadual registrou 64 mortes, enquanto a Defensoria Pública aponta 132, superando o massacre do Carandiru, que resultou em 111 óbitos.
Reação ao Pedido de Apoio
Durante a operação, Castro expressou sua frustração em relação à falta de apoio do governo federal, afirmando que “as nossas polícias estão sozinhas”. Em contrapartida, o governo federal negou ter recebido o pedido de ajuda. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou que sua pasta tem atendido as solicitações dos governadores e que trabalha em conjunto com os estados para combater a criminalidade.
A situação gera debates sobre a proposta de PEC da Segurança Pública, que visa centralizar a administração da segurança na União. Governadores criticam a proposta, alegando que essa centralização desconsideraria as particularidades locais no combate ao crime. Além disso, tramita na Câmara um projeto de lei que endurece as penas para integrantes de facções criminosas e altera a classificação de crimes relacionados ao roubo de cargas e combustíveis.
Situação Atual
O Ministério da Defesa não se manifestou sobre o ofício enviado por Cláudio Castro. A falta de resposta e o aumento da violência no estado levantam questões sobre a eficácia das políticas de segurança e a necessidade de um apoio mais robusto nas operações policiais. A situação continua a evoluir, com o governo estadual buscando alternativas para enfrentar a crescente onda de criminalidade.
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