Em 27 de janeiro, o mundo comemora o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, marcando os 80 anos da libertação de prisioneiros do campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau. A data enfatiza o lema “nunca esquecer”, essencial para prevenir a repetição de atrocidades. Contudo, a reflexão deve ir além da memória histórica, abordando a […]
Em 27 de janeiro, o mundo comemora o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, marcando os 80 anos da libertação de prisioneiros do campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau. A data enfatiza o lema “nunca esquecer”, essencial para prevenir a repetição de atrocidades. Contudo, a reflexão deve ir além da memória histórica, abordando a relativização do presente e a persistência de ideais racistas.
O racismo científico que culminou no Holocausto não surgiu apenas com o regime nazista, mas já existia antes e sobreviveu após sua queda. Hitler, em seu livro *Mein Kampf*, mencionou a Califórnia como exemplo de controle populacional, onde cerca de 20 mil pessoas foram esterilizadas entre 1909 e 1979, visando eliminar indivíduos considerados “indesejados”. Esse contexto histórico revela que a eugenia não é um fenômeno do passado.
Casos recentes, como o escândalo de 2020 em um centro de detenção de imigrantes na Geórgia, evidenciam a continuidade de práticas desumanizadoras. Denúncias de esterilizações forçadas sem consentimento relembram a utilização da ciência para justificar a opressão. O nazismo, segundo Rudolf Hess, era visto como “biologia aplicada”, refletindo a desumanização sistemática de grupos.
A atual política de imigração dos Estados Unidos, especialmente sob a administração de Donald Trump, que busca revogar o direito de cidadania por nascimento, ecoa as ideias de Hitler sobre “limpeza” da cidadania. Essa desumanização de imigrantes e a negação de direitos básicos são reminiscências de práticas eugênicas, reforçando a necessidade de ampliar o lema “nunca esquecer” para “nunca relativizar”.
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