Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Quilombolas de Goiás criticam substituição de professores por videoaulas nas escolas

- Moradores do quilombo Kalunga denunciam aulas via TV, sem professores locais. - Dificuldades de aprendizagem e falta de internet afetam o ensino remoto. - Programa GoiásTec foi imposto sem consulta, violando direitos da comunidade. - Evasão escolar e territorial aumentam, forçando alunos a buscar ensino urbano. - Comunidade tenta diálogo com o governo há cinco anos, sem respostas efetivas.

Moradores do quilombo Kalunga, em Teresina de Goiás, denunciam problemas com o programa GoiásTec, que substitui professores locais por aulas transmitidas via televisão. A comunidade aponta que essa abordagem tem gerado dificuldades de aprendizagem e engajamento entre os alunos, agravadas pela falta de acesso à internet, que impede a interação em tempo real. As lideranças […]

Moradores do quilombo Kalunga, em Teresina de Goiás, denunciam problemas com o programa GoiásTec, que substitui professores locais por aulas transmitidas via televisão. A comunidade aponta que essa abordagem tem gerado dificuldades de aprendizagem e engajamento entre os alunos, agravadas pela falta de acesso à internet, que impede a interação em tempo real. As lideranças quilombolas destacam que a medida afasta educadores que conhecem as especificidades culturais e sociais da região.

Implementado em 2020 pelo governo estadual para ampliar o acesso ao Ensino Médio em áreas remotas, o GoiásTec foi criticado por ter sido imposto sem consulta prévia, violando a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Os Kalunga afirmam que o modelo educacional tem levado estudantes a abandonarem suas comunidades em busca de ensino presencial nas cidades. Alcileia Torres, comunicadora social e moradora do quilombo, relatou que os alunos assistem às aulas com um dia de atraso, o que dificulta a resolução de dúvidas.

Os mediadores em sala anotam as perguntas dos alunos e as encaminham ao professor responsável, mas as respostas demoram cerca de dois dias para chegar. Torres enfatiza que, apesar de tentativas de diálogo com o governo ao longo de cinco anos, a comunidade não foi ouvida. Pais de alunos procuraram o Ministério Público para relatar a ineficácia do programa, que, segundo eles, deveria combater a evasão escolar, mas acaba promovendo a evasão territorial.

O GLOBO questionou o governo de Goiás sobre a eficácia do programa nos quilombos, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem. O Ministério Público de Goiás também não se manifestou sobre o caso.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais