Um juiz federal bloqueou temporariamente a ordem executiva de Donald Trump que visava eliminar a cidadania por nascimento, considerando-a “inconstitucional”. A medida, que foi uma das primeiras assinadas pelo presidente, gerou incertezas para milhares de famílias, especialmente para aquelas que buscam asilo ou têm status temporário. A ordem não esclarece como a cidadania será concedida, […]
Um juiz federal bloqueou temporariamente a ordem executiva de Donald Trump que visava eliminar a cidadania por nascimento, considerando-a “inconstitucional”. A medida, que foi uma das primeiras assinadas pelo presidente, gerou incertezas para milhares de famílias, especialmente para aquelas que buscam asilo ou têm status temporário. A ordem não esclarece como a cidadania será concedida, deixando muitos em uma situação de limbo, com o risco de que seus filhos nasçam sem nacionalidade.
Monica, uma médica venezuelana grávida, expressou sua preocupação ao afirmar que “meu filho vai ser apátrida”. Ela e outras mulheres grávidas processaram a ordem em Maryland, apoiadas por organizações de defesa dos direitos dos imigrantes. A nova regra, se implementada, negaria cidadania a crianças cujos pais não sejam cidadãos ou residentes permanentes, o que poderia criar situações absurdas dentro das mesmas famílias.
O juiz John Coughenour, que bloqueou a ordem, destacou que ela poderia resultar em “situações absurdas” onde algumas crianças seriam cidadãs e outras não. A ordem também foi contestada por 22 estados e grupos de migrantes, que argumentam que a medida é uma violação da 14ª Emenda da Constituição, que garante cidadania a todos nascidos nos EUA. Especialistas alertam que a falta de clareza na ordem pode levar a uma geração de crianças sem nacionalidade.
A incerteza gerada pela ordem de Trump afeta não apenas os imigrantes ilegais, mas também aqueles com vistos temporários, como os portadores de H-1B. Ajay, um imigrante indiano, descreveu a situação como “cruel” e “vingativa”, refletindo a preocupação de muitos sobre o futuro de seus filhos. A possibilidade de que crianças nascidas nos EUA não sejam cidadãs pode desestimular a imigração e impactar negativamente o recrutamento de talentos no país, segundo especialistas.
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