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Crise no IBGE se intensifica com apoio de 289 chefes contra a gestão de Pochmann

- O presidente do IBGE, Márcio Pochmann, enfrenta crise interna com servidores. - Recentemente, 289 chefes de departamentos assinaram carta contra sua gestão. - Críticas incluem autoritarismo e falta de diálogo sobre a Fundação IBGE+. - Pochmann minimiza a insatisfação, atribuindo-a ao subfinanciamento do órgão. - Viagem para divulgar plano de trabalho de 2025 ocorre sem consulta aos servidores.

O presidente do IBGE, Márcio Pochmann, minimizou a crise interna com os servidores durante sua visita ao Palácio do Planalto na segunda-feira (27). Ele atribuiu a polêmica ao subfinanciamento do órgão e afirmou que é “natural” haver “visões diferentes” entre os funcionários. Pochmann destacou a necessidade de buscar recursos para que o IBGE continue suas […]

O presidente do IBGE, Márcio Pochmann, minimizou a crise interna com os servidores durante sua visita ao Palácio do Planalto na segunda-feira (27). Ele atribuiu a polêmica ao subfinanciamento do órgão e afirmou que é “natural” haver “visões diferentes” entre os funcionários. Pochmann destacou a necessidade de buscar recursos para que o IBGE continue suas pesquisas, enfatizando que a coleta de dados está ocorrendo normalmente. A crise se intensificou com a proposta de criação da Fundação IBGE +, que, segundo críticos, poderia desviar recursos e funções do instituto.

A fundação, anunciada em setembro de 2024, é vista por muitos servidores como uma tentativa de privatização do IBGE. O sindicato dos funcionários, a ASSIBGE, e 134 trabalhadores assinaram cartas abertas criticando a gestão de Pochmann e pedindo intervenção do Congresso. O presidente do IBGE defendeu a fundação como uma solução para o financiamento, mas a resistência interna tem crescido, com 289 chefes de departamento manifestando descontentamento.

Recentemente, a Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE) também se posicionou contra a gestão de Pochmann, defendendo-se de acusações de irregularidades. Os funcionários alegaram que as críticas da presidência são ataques à integridade profissional e que a criação da fundação representa uma ameaça à qualidade das pesquisas do IBGE. A falta de diálogo e a imposição de decisões sem consulta aos servidores têm sido pontos centrais das críticas.

Enquanto a crise se agrava, Pochmann planeja viajar para divulgar o plano de trabalho de 2025, sem consultar os servidores sobre as diretrizes. A primeira parada foi em Belém, seguida por Recife, Brasília, Vitória e Porto Alegre. A gestão do IBGE enfrenta um momento delicado, com a necessidade de restaurar a confiança e o diálogo com seus funcionários para evitar um colapso maior na instituição.

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