A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta segunda-feira, uma ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, para apreender a arma do ex-deputado federal Daniel Silveira. A pistola, uma Taurus automática calibre .380, estava registrada no acervo da Polícia Militar do Rio de Janeiro. A decisão de Moraes foi motivada pela falta de […]
A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta segunda-feira, uma ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, para apreender a arma do ex-deputado federal Daniel Silveira. A pistola, uma Taurus automática calibre .380, estava registrada no acervo da Polícia Militar do Rio de Janeiro. A decisão de Moraes foi motivada pela falta de documentação adequada que permitisse a posse da arma, conforme informado pelo Exército ao STF.
Inicialmente, Moraes havia dado um prazo de 48 horas para que Silveira entregasse a arma, mas a defesa alegou que a apreensão poderia colocar o ex-parlamentar em “risco de vida”. Após o descumprimento da ordem, o ministro determinou a busca e apreensão. Silveira, que já havia sido condenado a oito anos e nove meses de prisão por ameaças ao Estado Democrático de Direito, teve sua liberdade condicional revogada após descumprir regras, incluindo a proibição de posse de armas.
A defesa de Silveira argumentou que a retirada da arma comprometeria sua segurança, uma vez que ele é policial militar da reserva. No entanto, Moraes reafirmou a necessidade da apreensão, considerando o histórico de descumprimento das condições impostas ao ex-deputado. A operação foi realizada na residência de Silveira em Petrópolis, no Rio de Janeiro, e a informação foi confirmada pelo STF.
A situação de Silveira tem gerado diversas reviravoltas desde sua condenação em 2022. Apesar de ter recebido um indulto do ex-presidente Jair Bolsonaro, o STF anulou a decisão, levando à prisão do ex-deputado. A apreensão da arma é mais um capítulo em um caso que continua a ser monitorado de perto pela Justiça e pela opinião pública.
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