Em 2023, o crime organizado no Brasil sofreu um prejuízo de pelo menos R$ 5,6 bilhões devido às operações da Polícia Federal (PF), conforme revelado pelo diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, em evento no Ministério da Justiça e Segurança Pública. Este montante representa um aumento de 70% em relação aos R$ 3,3 bilhões apreendidos em […]
Em 2023, o crime organizado no Brasil sofreu um prejuízo de pelo menos R$ 5,6 bilhões devido às operações da Polícia Federal (PF), conforme revelado pelo diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, em evento no Ministério da Justiça e Segurança Pública. Este montante representa um aumento de 70% em relação aos R$ 3,3 bilhões apreendidos em 2022. Rodrigues destacou que a luta contra o crime organizado deve focar no poder econômico e na prisão de líderes, abrangendo diversas áreas, como corrupção e tráfico de drogas.
O diretor da PF enfatizou que o valor de R$ 5,6 bilhões pode aumentar, já que muitas apreensões ainda estão em processo de análise e valoração. Ele ressaltou que a cifra apresentada não inclui bloqueios judiciais, mas sim bens efetivamente confiscados, como veículos, aeronaves e dinheiro em espécie. Rodrigues criticou a discrepância entre valores bloqueados e o que realmente é encontrado nas contas, citando exemplos de bloqueios que resultam em quantias irrisórias.
As operações da PF têm sido amplas, atingindo diferentes segmentos do crime organizado, e o diretor afirmou que o trabalho é contínuo e envolve todas as diretorias da Polícia Judiciária. O foco é garantir que as apreensões sejam contabilizadas de forma precisa, refletindo a realidade do patrimônio descapitalizado do crime.
Rodrigues finalizou afirmando que a PF continuará a realizar operações rigorosas para desmantelar organizações criminosas e que os resultados serão constantemente atualizados à medida que novas informações sobre apreensões forem confirmadas.
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